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Morre Marcelly Malta, referência na defesa dos direitos da população trans, aos 75 anos


Por Redação Publicado 06/07/2026
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Marcelly Malta ]

Morreu no sábado (4), aos 75 anos, a ativista Marcelly Malta Lisboa, uma das principais lideranças na defesa dos direitos da população travesti e transexual no Rio Grande do Sul e no Brasil. A causa da morte não foi divulgada.

Marcelly enfrentava problemas de saúde e havia sido hospitalizada nos últimos dias. Ela morreu em casa, em Porto Alegre.

Trajetória marcada pelo ativismo

Natural de Mato Leitão, Marcelly dedicou grande parte da vida à luta pelos direitos da população LGBTQIA+.

Ela presidia a Igualdade RS, organização criada em 1999, e também ocupava a vice-presidência da Rede Trans Brasil, entidade de atuação nacional voltada à defesa dos direitos da população trans.

Ao longo de sua trajetória, participou de iniciativas voltadas à promoção da cidadania, do combate à discriminação e da ampliação das políticas públicas de inclusão.

Entidades lamentam a perda

Em nota, a Rede Trans Brasil destacou a importância de Marcelly para o movimento, ressaltando sua atuação como uma das pioneiras na defesa da dignidade, dos direitos e da cidadania das pessoas travestis e transexuais no país.

O Partido dos Trabalhadores (PT), ao qual a ativista era filiada, também manifestou pesar pela morte e prestou solidariedade aos familiares, amigos e integrantes do movimento LGBTQIA+.

Velório e sepultamento

O velório foi realizado no domingo (5), na Casa dos Conselhos, em Porto Alegre. O sepultamento ocorreu no Cemitério Jardim da Paz, também na capital gaúcha.

A morte de Marcelly representa uma perda para os movimentos sociais ligados à defesa dos direitos humanos e da população trans, área na qual atuou por décadas no Rio Grande do Sul e em âmbito nacional.