Mistério no mar: 18 pinguins são resgatados cobertos por óleo no RS

Um grupo de 18 pinguins foi resgatado nos últimos dias em praias do Litoral Sul do Rio Grande do Sul após ser encontrado coberto por óleo, situação que preocupa especialistas da fauna marinha. Os animais estão em tratamento no Centro de Recuperação de Animais Marinhos (Cram), ligado à Universidade Federal do Rio Grande (Furg).
Segundo a instituição, casos semelhantes não eram registrados há pelo menos sete anos, o que aumenta a preocupação sobre a possível presença de uma mancha de óleo no oceano.
Animais apresentavam hipotermia e desidratação
As aves chegaram ao centro de recuperação em estado debilitado, apresentando hipotermia, anemia e desidratação. Antes da remoção do óleo das penas, os pinguins passam por um processo de estabilização clínica para recuperar as condições físicas necessárias ao tratamento.
A limpeza, conhecida como despetrolização, só é realizada quando os animais apresentam condições adequadas de saúde.
Origem do óleo ainda é desconhecida
A procedência da substância encontrada nos animais segue sendo investigada. Amostras do material foram recolhidas para análise, na tentativa de identificar a origem da contaminação.
Especialistas alertam que os pinguins funcionam como importantes indicadores ambientais e podem revelar a presença de poluentes em áreas oceânicas ainda não localizadas.
A equipe técnica não descarta o aparecimento de novos casos nas próximas semanas, já que a origem e a extensão da possível mancha de óleo ainda não foram identificadas.
Centro abriga mais de 30 animais marinhos
Atualmente, o Cram mantém 35 animais em reabilitação. Além dos pinguins contaminados, o local atende outros cinco pinguins em fase avançada de recuperação, além de lobos-marinhos, leão-marinho, tartarugas marinhas e aves oceânicas.
Parte dos animais permanece em área de quarentena, seguindo protocolos sanitários relacionados à emergência zoossanitária da gripe aviária. Somente após exames descartarem a doença eles são transferidos para os espaços de reabilitação.
Recuperação pode levar até um mês
O processo de recuperação varia conforme a espécie e o estado clínico de cada animal, mas normalmente dura cerca de 30 dias. Para retornarem à natureza, os animais precisam apresentar peso adequado, bons resultados em exames de sangue e comportamento compatível com a vida selvagem.
Fundado em 1974, o centro é referência nacional no trabalho de resgate, recuperação e monitoramento da fauna marinha, atuando há décadas na preservação das espécies que habitam a costa gaúcha.
Fonte: G1RS





