Saiba como uma mulher de 37 anos se passava por adolescente e repetia golpes em pelo menos sete estados

Uma mulher de 37 anos foi presa em Joinville, no Norte de Santa Catarina, após ser identificada pela Polícia Civil como responsável por um esquema recorrente de falsa identidade, no qual se apresentava como adolescente para obter acolhimento, benefícios e suporte de famílias em diferentes regiões do país.
De acordo com a investigação, o caso não é isolado. A suspeita já teria repetido o mesmo padrão de atuação em pelo menos sete estados brasileiros, sempre utilizando identidades falsas e narrativas de vulnerabilidade para convencer pessoas a oferecer abrigo, alimentação e assistência.
O método, segundo a Polícia Civil, consistia em assumir comportamento infantilizado e construir histórias de abandono ou situação de risco, o que facilitava a aproximação com vítimas. Em alguns casos, ela chegou a ser acolhida por famílias que acreditavam estar ajudando uma adolescente em situação de fragilidade social.
Em Joinville, o esquema voltou a ser identificado após a mulher repetir o mesmo tipo de abordagem. A investigação apontou inconsistências na identidade apresentada, o que levou à confirmação de sua idade real e à prisão. A Justiça decretou prisão preventiva após análise do caso.
As apurações indicam que a suspeita já havia atuado anteriormente em estados como Rio Grande do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Goiás, entre outros, sempre com dinâmica semelhante. Em algumas situações, chegou a ser identificada, presa e posteriormente liberada, voltando a repetir as condutas.
Segundo a Polícia Civil, a mulher utilizava a construção de vínculos emocionais com as vítimas como parte do esquema, o que dificultava a suspeita inicial de fraude e prolongava o período de engano.
A defesa pediu a realização de exame de sanidade mental, alegando a necessidade de avaliação psiquiátrica. A investigada permanece presa no sistema prisional de Joinville, à disposição da Justiça, enquanto as autoridades buscam identificar possíveis novos casos ligados ao mesmo padrão de atuação.





