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Polícia Civil usa inteligência artificial em registros de violência contra a mulher a partir desta segunda


Por Redação / Agora no Vale Publicado 11/05/2026
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A Polícia Civil do Rio Grande do Sul começa a utilizar, a partir desta segunda-feira (11), uma ferramenta de inteligência artificial (IA) no registro e análise de ocorrências de violência contra a mulher em todas as delegacias do Estado. O sistema será aplicado no Formulário Nacional de Avaliação de Risco (Fonar), com o objetivo de identificar sinais de perigo no ambiente doméstico e auxiliar na avaliação da gravidade dos casos.

O recurso foi desenvolvido pelo Departamento de Tecnologia da Informação Policial (DTIP) e lançado no dia 30 de abril. Na última semana, policiais civis de todo o Estado passaram por capacitação para utilizar a nova ferramenta.

O Fonar já é utilizado no momento do registro de ocorrências, tanto presencialmente quanto pela Delegacia Online (DOL). Com a nova tecnologia, os dados passam a ser digitalizados e analisados com apoio de IA, que interpreta as respostas fornecidas pelas vítimas e auxilia na organização das informações.

O preenchimento pode ocorrer de forma digital no Sistema de Polícia Judiciária (SPJ) ou em formato híbrido, quando o formulário é respondido em papel, escaneado e posteriormente integrado ao sistema. A inteligência artificial atua na estruturação e interpretação dos dados, contribuindo para análises mais rápidas e detalhadas.

Segundo a Polícia Civil, a medida permitirá a consolidação de informações em relatórios, mapas e estatísticas, que poderão subsidiar políticas públicas de enfrentamento à violência doméstica e familiar.

A delegada Viviane Pinto, responsável pela Divisão de Sistemas do DTIP e da DOL, afirma que a iniciativa representa um avanço na proteção às mulheres. Segundo ela, a ferramenta pode agilizar o atendimento, qualificar a análise dos riscos e fortalecer o encaminhamento de medidas de proteção.

O formulário, criado em 2020 no âmbito da Política Judiciária Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, reúne perguntas objetivas e subjetivas e é utilizado para avaliar situações de risco. As informações coletadas também podem embasar pedidos de medidas protetivas de urgência e outras ações judiciais.

Com a implementação da IA, o governo do Estado busca ampliar a integração entre forças de segurança e aprimorar o uso de dados no combate à violência doméstica no Rio Grande do Sul.