Mãe é presa após perícia apontar traumatismo craniano na morte de bebê de 1 ano e meio no RS

Investigação descartou hipótese de engasgamento e apura maus-tratos com resultado morte; criança apresentava sinais de agressões recentes e antigas
Uma mulher de 33 anos foi presa preventivamente na madrugada deste sábado (18), em Pelotas, suspeita de envolvimento na morte do próprio filho, um bebê de 1 ano e 6 meses. A prisão foi realizada por agentes da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) após a Justiça acolher o pedido da Polícia Civil.
Segundo a investigação, a mulher afirmou inicialmente que a criança havia se engasgado com leite após passar quatro dias doente. No entanto, um laudo preliminar de necropsia descartou essa versão e apontou que o menino sofreu traumatismo craniano.
Perícia encontrou sinais de violência
De acordo com a delegada Lisiane Mattarredona, titular da DPCA, a perícia identificou lesões incompatíveis com a versão apresentada pela mãe.
Além do traumatismo craniano, o bebê apresentava queimaduras, hematomas, escoriações e um corte na orelha esquerda com sangramento recente. Os peritos também constataram indícios de lesões antigas.
O imóvel onde a criança vivia foi descrito pelas autoridades como insalubre e inadequado para o desenvolvimento infantil.
Testemunhas relataram rotina de agressões
Durante as primeiras diligências, testemunhas ouvidas pela Polícia Civil relataram uma rotina de agressões e negligência extrema contra o menino.
Diante dos elementos reunidos nas primeiras 24 horas da investigação, a polícia enquadrou o caso como maus-tratos com resultado morte.
Segundo a delegada Lisiane Mattarredona, os indícios apontam que a ausência de atendimento médico e os maus-tratos contribuíram para a morte da criança.
Prisão preventiva
O pedido de prisão preventiva foi fundamentado na gravidade das lesões, no clamor social provocado pelo caso e no risco de fuga, já que, conforme a investigação, a mulher pretendia deixar a cidade e não compareceu ao velório do filho.
Após ser apresentada na Delegacia de Pronto Atendimento (DPPA), ela foi encaminhada à Penitenciária Estadual de Rio Grande (PERG).
A Polícia Civil informou que o inquérito deverá ser concluído em até 10 dias. Novas testemunhas ainda serão ouvidas, enquanto os investigadores aguardam o laudo definitivo de necropsia elaborado pelo Instituto-Geral de Perícias (IGP).






