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Copa sem churrasco: carne fica mais cara e brasileiros escolhem opções mais baratas


Por Redação Publicado 15/06/2026
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Meat and sausages in market
foto FreePik ilustrativa

A tradicional combinação de churrasco e futebol durante a Copa do Mundo está passando por mudanças em 2026. Com a disparada dos preços da carne bovina e o orçamento cada vez mais apertado das famílias, muitos brasileiros estão substituindo cortes tradicionais por frango, linguiça suína e outras proteínas mais acessíveis.

A alta dos preços ocorre em um momento de forte demanda internacional pela carne produzida no Brasil, reduzindo a oferta no mercado interno e pressionando o bolso dos consumidores.

Carne bovina perde espaço nas churrasqueiras

O impacto já é percebido nas compras para os encontros durante os jogos da seleção brasileira. Consumidores relatam que estão reduzindo a frequência do consumo de carne bovina e buscando alternativas com melhor custo-benefício.

Levantamentos de mercado indicam que, nesta Copa do Mundo, a presença de frango e carne suína nos churrascos deve superar anos anteriores, enquanto os cortes bovinos mais nobres perdem espaço devido aos preços elevados.

Picanha supera R$ 90 e inflação pesa no orçamento

Em algumas regiões do país, a picanha, um dos cortes mais populares entre os brasileiros, ultrapassou os R$ 90 por quilo. Dados recentes também apontam que determinados cortes registraram aumento de até 11% nos últimos 12 meses.

O avanço dos preços da carne bovina acompanha um cenário de inflação nos alimentos e redução do poder de compra das famílias, especialmente entre as camadas de renda mais baixa.

Endividamento recorde preocupa consumidores

Além da alta dos alimentos, o nível de endividamento das famílias brasileiras segue elevado. Atualmente, mais de 80% dos lares possuem algum tipo de dívida em aberto, situação que limita ainda mais os gastos com itens considerados não essenciais.

O cenário tem levado consumidores a rever hábitos de compra e a reduzir despesas durante eventos tradicionalmente marcados por maior consumo, como a Copa do Mundo.

Exportações aquecidas influenciam preços

O Brasil segue como um dos maiores exportadores de carne bovina do planeta. A forte demanda internacional e a oferta global mais restrita têm impulsionado os embarques para o exterior, contribuindo para a valorização do produto no mercado interno.

Com menos carne disponível para o consumo doméstico e custos de produção em alta, especialistas avaliam que os preços devem permanecer pressionados nos próximos meses.

Proteínas alternativas ganham força

Diante desse cenário, empresas do setor alimentício apostam em produtos mais acessíveis para conquistar consumidores durante o torneio mundial. Hambúrgueres, salsichas, nuggets e cortes de frango aparecem entre as principais alternativas para quem deseja manter o churrasco sem comprometer ainda mais o orçamento.

A mudança no cardápio mostra como a combinação entre inflação, endividamento e aumento dos custos de produção está transformando um dos hábitos mais tradicionais dos brasileiros durante a Copa do Mundo.