Criador da taça da Copa do Mundo transformou luta, paixão e vitória em um dos maiores símbolos do esporte

O troféu da Copa do Mundo da FIFA, um dos símbolos mais reconhecidos do esporte mundial, nasceu da criatividade do escultor italiano Silvio Gazzaniga, que venceu um concurso internacional promovido pela entidade após a conquista definitiva da antiga Taça Jules Rimet pelo Brasil, em 1970.
A obra, que foi novamente erguida pela Espanha, campeã da Copa do Mundo de 2026, foi criada no estúdio do artista, em Milão, e representa duas figuras humanas sustentando um globo terrestre. Segundo a família do escultor, o conceito buscava reunir em uma única peça o esforço do atleta, a emoção da torcida e a conquista da vitória.
Projeto superou dezenas de concorrentes
Mais de 50 propostas foram apresentadas à FIFA, mas o modelo de Gazzaniga se destacou por ser o único entregue em formato tridimensional, permitindo que os jurados avaliassem não apenas o desenho, mas também a expressão artística da obra.
De acordo com o filho do escultor, Giorgio Gazzaniga, o pai desenvolveu inúmeros esboços até chegar ao formato definitivo, inspirado em espirais que simbolizam movimento, evolução e superação.
Além da taça da Copa do Mundo, Silvio Gazzaniga também assinou outros importantes troféus do futebol europeu, como a antiga Taça da UEFA e a Supercopa da UEFA.
Substituta da histórica Taça Jules Rimet
O atual troféu passou a ser utilizado depois que o Brasil conquistou, em 1970, a posse definitiva da Taça Jules Rimet, concedida ao primeiro país a vencer três Copas do Mundo.
A antiga taça acabou roubada da sede da Confederação Brasileira de Futebol, em 1983, e nunca mais foi recuperada. A principal hipótese é de que tenha sido derretida pelos criminosos.
Campeões levantam o original, mas levam uma réplica
O troféu oficial mede 36 centímetros, é confeccionado em ouro maciço de 18 quilates e possui uma base revestida por dois anéis de malaquita verde, pedra que remete aos gramados de futebol.
Após a cerimônia de premiação, a peça original retorna à sede da FIFA, na Suíça. A seleção campeã recebe uma réplica banhada a ouro, enquanto o troféu autêntico permanece sob a guarda da entidade até a próxima Copa do Mundo.






