Governo adia decisão sobre gasolina com mais etanol após alta do petróleo; proposta de queda dos preços é adiada

O governo federal adiou a reunião que definiria o aumento da mistura de etanol anidro na gasolina, prevista para esta quarta-feira (8). A decisão ocorre em meio à escalada da tensão no Oriente Médio, após novos confrontos entre Estados Unidos e Irã, que provocaram uma alta de cerca de 5% no preço internacional do petróleo.
A expectativa é de que a mistura passe dos atuais 30% para 32%, modelo conhecido como E32. E na teria isso baixaria os valores.
Mudança busca reduzir dependência do petróleo
A proposta faz parte da estratégia do governo para ampliar o uso de biocombustíveis, diminuir a dependência do petróleo importado e, futuramente, ajudar a reduzir o preço dos combustíveis ao consumidor.
No entanto, especialistas avaliam que o impacto nas bombas tende a ser limitado. Isso porque o preço final da gasolina depende de outros fatores, como a cotação do petróleo, o câmbio, impostos, custos de distribuição e o valor do próprio etanol.
RS ainda enfrenta desafio no preço do etanol
No Rio Grande do Sul, o etanol ainda é menos competitivo do que em outros estados, principalmente porque a maior parte do combustível consumido é trazida de São Paulo e Paraná, o que eleva os custos.
Mesmo assim, o Estado vem ampliando sua participação na produção nacional com investimentos em etanol de trigo, milho e outros cereais de inverno. Novos empreendimentos já estão em operação ou em fase de implantação, fortalecendo o setor de energia renovável.
Mercado aguarda nova data
O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) ainda não informou quando a reunião será remarcada.
Caso a mudança seja aprovada, o Brasil ampliará ainda mais a participação do etanol na gasolina, reforçando sua posição entre os países que mais utilizam combustíveis renováveis em larga escala.






