Brasil ganha 9,2 mil novos milionários em dólar e lidera ranking da América Latina

O Brasil registrou um crescimento expressivo no número de pessoas com patrimônio superior a US$ 1 milhão em 2025. Segundo um levantamento internacional sobre riqueza global, 9,2 mil brasileiros passaram a integrar esse grupo no último ano, elevando o total para 386 mil milionários em dólar.
Com esse resultado, o país ocupa a 19ª posição no ranking mundial de riqueza e mantém a liderança entre as nações da América Latina.
Crescimento acompanha tendência global
O avanço brasileiro faz parte de um movimento observado em diversas regiões do planeta. Em 2025, quase 1 milhão de pessoas ingressaram na faixa de milionários em dólar em todo o mundo, com aumento registrado nas 56 regiões analisadas pelo estudo.
Foi o terceiro ano consecutivo de crescimento da riqueza pessoal global, que avançou 10,8%, ritmo superior ao observado em 2023 e 2024.
Valorização de imóveis e dólar mais fraco impulsionaram patrimônio
Entre os principais fatores que explicam o aumento do número de milionários estão a valorização de ativos não financeiros, especialmente imóveis, e a desvalorização do dólar frente a outras moedas.
Com a moeda norte-americana mais fraca, patrimônios mantidos em moedas locais, como o real, passam a valer mais quando convertidos para dólares, elevando o número de pessoas que ultrapassam a marca de US$ 1 milhão em patrimônio.
Desigualdade continua elevada
Apesar da expansão da riqueza, o estudo destaca que o Brasil permanece entre os países com maior concentração de patrimônio no mundo, ficando atrás apenas de Rússia e Emirados Árabes Unidos nesse indicador.
Outro dado apontado é que a riqueza média por adulto, descontada a inflação e medida em reais, recuou 3% desde 2020, indicando que o crescimento patrimonial não foi distribuído de forma homogênea entre a população.
Classe média patrimonial cresce no mundo
O levantamento também mostra um aumento no número de pessoas migrando para faixas intermediárias de riqueza em diversos países.
Caso essa tendência continue nos próximos anos, os pesquisadores avaliam que a tradicional pirâmide global de distribuição de riqueza poderá se tornar menos acentuada até o fim da década, refletindo uma expansão das camadas intermediárias de patrimônio.






