Golpes causam prejuízo de mais de R$ 65 mil a moradores de Lajeado

Dois casos de estelionato registrados em Lajeado resultaram em prejuízos que ultrapassam R$ 65 mil. As vítimas foram enganadas por criminosos que se passaram por funcionários de instituições financeiras e conseguiram acesso às contas bancárias por meio de fraudes eletrônicas.
No primeiro caso, ocorrido na quinta-feira (11), uma vítima recebeu uma ligação de uma pessoa que se identificou como funcionário da Caixa Econômica Federal. Durante a conversa, o golpista alegou que seria necessária uma atualização de segurança no celular e no computador da vítima.
Acreditando se tratar de um procedimento legítimo, a vítima seguiu as orientações recebidas. Posteriormente, descobriu que haviam sido emitidos e pagos quatro boletos bancários sem sua autorização, totalizando cerca de R$ 50 mil. Os boletos foram emitidos junto ao Banco Santander, todos com valores inferiores a R$ 10 mil.
Ao perceber a fraude, a vítima procurou o banco para tentar bloquear as operações, mas foi informada de que não seria possível interromper as transações. Conforme informações recebidas durante o atendimento bancário, as contas destinatárias dos valores teriam sido abertas um dia antes do golpe, na cidade do Rio de Janeiro.
Já no segundo caso, registrado também em Lajeado, uma moradora recebeu uma ligação de uma mulher que se apresentou como funcionária do Sicredi. A golpista afirmou que o aplicativo bancário da vítima estaria sendo utilizado por terceiros e passou instruções para supostamente resolver o problema.
Seguindo as orientações, a vítima acessou o aplicativo da Caixa Econômica Federal e realizou procedimentos indicados pela estelionatária. Somente depois percebeu que havia caído em um golpe. O prejuízo foi de R$ 15.557,00, transferidos da conta bancária da vítima.
Os casos foram registrados na Polícia Civil, que investigará as ocorrências. As autoridades reforçam o alerta para que a população desconfie de ligações que solicitem acesso a aplicativos bancários, instalação de programas ou realização de procedimentos financeiros por telefone.
Instituições financeiras orientam que nunca solicitam senhas, transferências ou atualizações de segurança por ligações telefônicas ou aplicativos de mensagens.





