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Expectativa de vida no Brasil avança para 76,6 anos e retoma trajetória de crescimento


Por Redação Publicado 01/12/2025
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casal idoso idosos aposentados FreePik
foto FreePik ilustrativa

Indicador do IBGE mostra recuperação após impacto da pandemia e revela ganhos consistentes entre homens, mulheres e idosos

A expectativa de vida dos brasileiros chegou a 76,6 anos em 2024, segundo as Tábuas de Mortalidade divulgadas pelo IBGE. O número representa um aumento de 2,5 meses em relação ao ano anterior e consolida a retomada após o forte recuo registrado em 2021, quando a pandemia reduziu a média nacional para 72,8 anos.

O levantamento confirma que o país voltou à tendência histórica de crescimento observada até 2020. Em oito décadas, a longevidade no Brasil avançou 31,1 anos — salto expressivo em comparação à média de 45,5 anos registrada em 1940.

Diferença entre homens e mulheres permanece alta
Entre os homens, a expectativa subiu de 73,1 para 73,3 anos. Entre as mulheres, passou de 79,7 para 79,9 anos. A distância entre os sexos ficou em 6,6 anos, mantendo a vantagem feminina tradicionalmente observada nos indicadores de mortalidade.

Queda da mortalidade infantil influencia o resultado
O avanço também reflete mudanças estruturais na saúde pública. A taxa de mortalidade infantil recuou para 12,3 mortes por mil nascidos vivos em 2024 — um contraste marcante com os 146,6 óbitos por mil registrados em 1940. Campanhas de vacinação, ampliação do pré-natal, aleitamento materno, programas de nutrição, melhora da renda, aumento da escolaridade e saneamento mais acessível estão entre os fatores que impulsionaram essa redução.

Idosos vivem mais
O aumento da longevidade também aparece de forma clara nas faixas mais avançadas.
Quem completa 60 anos em 2024 deve viver, em média, mais 22,6 anos — ganho de 9,3 anos em relação às projeções de 1940.
Aos 80 anos, as estimativas apontam para mais 9,5 anos de vida para as mulheres e mais 8,3 anos para os homens.

Impacto na Previdência
Os dados das Tábuas de Mortalidade são usados pelo governo federal para definir o fator previdenciário, que influencia diretamente o cálculo das aposentadorias do Regime Geral da Previdência Social. Com o aumento da expectativa de vida, os parâmetros aplicados ao sistema também tendem a se ajustar.

O indicador reforça que o Brasil continua avançando em saúde, longevidade e condições de vida — ainda que desafios persistam em diferentes regiões e faixas sociais.