Eles afirmam que o fim de semana representa 40% do faturamento da semana

O movimento dos comerciantes, empresários e profissionais de diversas áreas de Lajeado segue em grupos de WhastApp em busca de ações que favoreçam a economia de seus negócios. Organizados de forma coletiva, eles pretendem abrir seus estabelecimentos em horário normal de atendimento, em especial no sábado, quando, segundo eles, é o dia de maior vendas.

O mesmo grupo já estava mobilizado para abrir na segunda-feira, dia 22, caso a Justiça não tivesse liberado a Cogestão (clique e leia materia já feita do assunto).  

A ação segue pacífica, sem vínculo político e não tem líder. Os combinados todos são feitos em grupos de whastapp criados para essa finalidade. São mais de 600 participantes nos grupos e mais de 110 empreendedores já confirmaram a participação e vão abrir no sábado.

O grupo alega que o atendimento no sábado representa 40% do faturamento da empresa na semana e além disso bloqueia o lazer nas ruas, faz com que as pessoas usem mais tempo máscaras e álcool gel de forma correta, e divide o fluxo do movimento da semana em mais dias.

De acordo com os envolvidos, o comércio e serviços não transmite o vírus, a transmissão é na individualidade de cada um.

O que diz o decreto

No decreto do Governador Eduardo Leite está permitida a cogestão, em que os municípios podem definir algumas regras, porém uma delas foi pre definida pelo EStado: as atividades econômicas não serão permitidas das 20h às 5h e aos fins de semana até o dia 4 de abril. Isso significa que no feriadão da Páscoa só as atividades consideradas essenciais poderão funcionar. 

Na cogestão, os prefeitos estarão liberados para adotar os protocolos da bandeira vermelha, mas podem optar por restrições intermediárias ou manter os limites rigorosos da bandeira preta. Por isso, os planos de cada região terão de ser refeitos com o detalhamento das medidas.

Nota oficial do grupo

“O movimento dos empresário e colaboradores não tem ideologia política, sendo o único objetivo o de abrir suas empresas e poder trabalhar,  demonstrando que não somos os propagadores do vírus. Entendemos que podemos trabalhar em parceria com os órgãos fiscalizadores, como fizemos durante todo o período de 2020 a 2021, com protocolos rígidos em nossas empresas e fiscalizando os outros também. Não aguentamos mais pagar a conta sozinhos. Se trabalhar não é mais um direito, pagar nossos compromissos não é mais um dever. Não fecharemos mais nossas empresas, estamos todos unidos nessa causa que já tomou proporções além da nossa região.”

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