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Família de Cruzeiro do Sul enfrenta desafios, mas mantém tradição do cultivo de aipim


Por Redação / Agora Publicado 30/07/2023
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A família Scheibler, de Linha 22 de Novembro, interior de Cruzeiro do Sul, encontrou no aipim, um dos mais tradicionais alimentos da culinária local, uma cultura ideal para suas terras. O cultivo do aipim foi implantado na década de 1990 pelo patriarca Laércio como forma de diversificar a produção e incrementar a renda na lavoura. Atualmente, o neto e filho Jean Fernando também estão envolvidos na empreitada. Embora o aipim continue sendo uma atividade rentável, a família enfrenta desafios, incluindo a falta de mão de obra e a redução da área cultivada.

Aipim no cardápio e dificuldades enfrentadas:

Com uma safra atual que alcançou uma média de 650 caixas por hectare, onde são cultivadas as variedades vassourinha, branco comum e rabanete, Laércio e Fernando buscam formas de aumentar o valor pago pelo quilo do aipim. Uma delas é incluir o alimento em cardápios de restaurantes, escolas e outros locais. No entanto, eles destacam algumas dificuldades, como a ausência de máquinas para auxiliar nos trabalhos de plantio, limpeza e arranquio das raízes, além da escassez de mão de obra disponível para esse tipo de atividade braçal.

Diminuição da área cultivada e queda na produtividade:

O técnico em agropecuária da Emater, Mauricio Antoniolli, explica que nos últimos anos houve uma diminuição de cerca de 10% na área de cultivo do aipim na região, passando de 260 para 230 hectares. Esse fenômeno se deve, em parte, à valorização de outras culturas, como soja e milho, que vêm ganhando espaço. Além disso, a produtividade também registrou queda, passando de 15 para 13 toneladas por hectare, sendo a estiagem apontada como a principal causa. Ainda assim, o aipim é considerado uma cultura rústica e com alta demanda no mercado consumidor.

Desafios para agregar valor e estimular novos produtores:

Antoniolli ressalta que, para agregar valor ao produto e atrair novos produtores, a implantação de agroindústrias pode ser uma alternativa, mas o custo elevado da estrutura, máquinas e funcionários pode ser uma barreira. Além disso, a venda informal por parte de alguns produtores, que reduz o valor do quilo descascado em até 50%, também é um empecilho. A falta de interesse de alguns produtores em investir na cultura, especialmente os que estão aposentados e sem sucessores, também impacta a expansão do cultivo.