Mão-pé-boca: o que podemos fazer para aliviar os sintomas?
Resumidamente, mão-pé-boca é uma doença viral, altamente contagiosa que, embora possa acometer adultos, é mais comum na infância, sendo especialmente relatada em crianças menores de 5 anos.
A transmissão ocorre de pessoa para pessoa via fecal-oral, contato direto com saliva e gotículas respiratórias, pelo toque nas lesões abertas, ou indiretamente por objetos contaminados.
Ainda nos dias que antecedem as lesões, a criança pode apresentar dor de garganta, falta de apetite, prostração e febre. Após esse período, que chamamos de incubação da doença, podem surgir as lesões bucais em forma de aftas (na língua, no céu-da-boca, e nas mucosas orais) e na planta dos pés e palma das mãos. Em alguns casos, as lesões também podem ser encontradas em outras regiões do corpo, como na face, nas pernas, nas nádegas e no tronco. As pontas dos dedos poderão descamar e as unhas poderão cair até semanas depois.
Em algumas crianças os sinais e sintomas serão mais brandos, e em outras mais complexos. Pediatras e Odontopediatras são os profissionais melhor capacitados para amenizar os desconfortos causados por essa doença, que infelizmente não possui um tratamento específico.
Uma vez que se trata de um ciclo viral, que naturalmente se encerra por volta de 10-14 dias, o tratamento então envolve trazer mais conforto ao paciente.
Recursos como o laser de baixa potência, aplicado diretamente sobre as lesões da cavidade bucal, tem ação analgésica e anti-inflamatória, diminuindo a dor e acelerando o processo de cicatrização das feridas. Associado ao laser, algumas medicações tópicas e orais poderão ser prescritas para controle de dor e febre.
Em casa, os cuidadores podem lançar mão de chá de malva e / ou camomila gelados para realizar compressa, bochechar ou ingerir; banho de aveia; oferecer uma alimentação mais líquida / pastosa e fria / gelada, evitando ácidos (peitolé, água de côco, sacolé); estimular a ingestão de água, para não acontecer uma desidratação; não levar as crianças para a escola durante esse período; intensificar a higiene das mãos e evitar o compartilhamento de utensílios (toalhas, talheres, copos, entre outros).
Apesar de ser uma doença comum e benigna, deve ser monitorada de forma atenta por profissionais da saúde especializados, pois em casos mais graves, pode evoluir para complicações maiores.
Seu filho já tem um Odontopediatria para chamar de seu?
por Ana Elisa Draghetti
Cirurgiã-dentista e Pós-graduanda em Odontopediatria
(51) 99952-7812 (clique aqui) Instagram: @anaelisa.odontopediatria





