Artista de Arroio do Meio se dedica a arte milenar das mandalas

Luana Rohr Silveira começou a pintar mandalas no puerpério da filha Maya, em 2017. A atividade executada de forma intuitiva acabou se tornando profissão e hoje a artista arroio-meense vive da arte milenar.
Ela já fez mandalas para cidades de toda a região e até outros estados como Santa Catarina, São Paulo, Paraná e Bahia. Recentemente também recebeu o pedido de uma amiga que moram em Portugal.

Considerado o símbolo da integração e harmonia, a mandala representa através de suas formas geométricas a relação entre o ser humano e o cosmos, ressalta Luana. Embora seja usada como artigo de decoração, a artista ressalta que a mandala vai além e se torna um centro energético às pessoas.
Além de produzir as mandalas com MDF e tinta acrílica, Luana também ministra oficinas e leva o conhecimento da técnica milenar adiante. Mais informações podem ser conferidas nas redes sociais de Luana: Instagram e Facebook.

Em entrevista ao Agora no Vale, a artista fala do início dos trabalhos e do sentimento em viver da própria arte.
Agora no Vale – Como foi que conheceu as mandalas?
Luana Rohr – Essa pergunta mexe com memórias minhas. Eu tinha uma mandala na parede de casa de uma artista de Porto Alegre. A mandala é de cor verde e ainda tenho ela. Na época, não procurei saber o significado, mas era sempre interessante parar para observar e o quanto ela conversava comigo e com o ambiente da casa. Hoje me aprofundando nos estudos da geometria sagrada vejo que a mandala está em tudo. Inconscientemente, acho que conheço essa arte há muitos anos.
Agora no Vale – Por que a técnica acabou se tornando profissão?
Luana Rohr – Quando comecei a fazer mandalas estava no puerpério da minha filha. Hoje ela tem seis anos. Estava com muitos questionamentos na área profissional. Havia retornado ao Vale do Taquari e estava querendo ver minha filha crescer sem ter uma CLT e não estar tão presente no crescimento dela. Então um belo dia fiz uma mandala e senti que precisava fazer mais e mais, pois aquilo tinha me dado muitos benefícios e sentimentos em meio ao puerpério. Senti também que precisava ofertar isso às pessoas. Então, fiz os primeiros mandalas e sai vendendo.

Agora no Vale – Quais os desafios nesse início?
Luana Rohr – Nesse processo de fazer, sair para vender e me reconhecer como artista envolveu muito a confiança em mim mesma, acreditar que era possível viver de arte. Hoje, o desafio é seguir confiando e estar sempre em movimento.
Agora no Vale – Você tem mandalas indo para Portugal. Como isso ocorreu?
Luana Rohr – Foi uma surpresa. Tenho uma amiga que mora lá e encomendou. Me sinto cada vez mais expandindo o meu serviço e essa minha oferta ao mundo. Gosto também de valorizar as pessoas que compram daqui e são essenciais na minha trajetória. Elas são os pilares de eu estar vendendo mandalas fora do país.
Agora no Vale – Qual foi o trabalho que mais lhe marcou. Por que?
Luana Rohr – Ter ofertado oficinas de mandalas no Abrigo São Chico de Lajeado. Na verdade, nem foi um trabalho e sim um serviço do coração. Estava com pessoas que se beneficiaram muito da técnica de fazer mandala. Também foi interessante ver pessoas com vícios compulsivos como o cigarro estarem presentes em uma atividade durante horas sem parar para fumar.
Agora no Vale – O que te inspira na hora de fazer as mandalas?
Luana Rohr – Principalmente a natureza ao redor. Ver a sementa na terra crescer, florescer, dar o fruto e depois cair. De novo, voltar ao mesmo ciclo de vida/morte/vida. Fora isso, tudo que vivo, vejo e tudo que a pessoa que solicita a mandala me inspira.

Agora no Vale – Algum projeto executado nesse momento?
Luana Rohr – Estou vivendo agora a minha experiência mais incrível que é fazer uma mandala de um metro de diâmetro na MDF. Está sendo um processo bem longo, mas bem interessante.





