Engenheiro de Arroio do Meio conquista títulos e dedica a vida ao karatê

Michel Kerbes Yépez, 47 anos, trouxe duas medalhas para o Vale do Taquari no Campeonato Brasileiro de Karatê Interclubes. A competição nacional ocorreu em Caucaia (Fortaleza) entre os dias 19 a 23 de janeiro.
Disputando pela categoria máster (44 a 47 anos), o representante do Grêmio Náutico Gaúcho ficou com a segunda colocação na disputa individual. O título máximo foi perdido nos minutos finais da luta contra um adversário cearense.

“Estava zerado em pontos e quis atacar para não deixar a disputa empatada nas mãos dos jurados. Mas acabei cedendo o ponto ao cearense e depois faltava apenas um segundo para terminar a luta”, conta.
A outra medalha de terceiro lugar veio na disputa entre equipes. Os gaúchos venceram Pernambuco com a ajuda de Yépez que derrotou o respectivo adversário por 3 a 0 na luta que valia o bronze.
Karateca desde criança
Embora atualmente resida em Lajeado, Yépez viveu a maior parte da vida em Arroio do Meio. Influenciado por filmes de artes marciais, aos 12 anos, ele e outros amigos da cidade começaram a praticar o karatê com o sensei Valmor Griebeler e, na sequência, com o sensei Ildo Salvi.

Desde lá, são cerca de 35 anos dedicados à arte marcial. Yépez atua como engenheiro e destaca que os treinos são constantes na vida. “Enquanto conseguir me manter em pé, vou continuar treinando”, afirma.
Yépez já conquistou 12 vezes o título gaúcho em diversas categorias. Em entrevista ao Agora no Vale, o carateca conta qual foi a principal conquista e o que lhe motiva a participar das competições de artes marciais.
Entrevista
Agora no Vale – O que diferencia a arte marcial para outro esporte?
Michel Yépez – De forma geral, o esporte mantém o foco da pessoa em algo positivo. Te ensina disciplina, trabalho em equipe, respeito, força e determinação. A arte marcial tem a peculiaridade da disciplina extrema, o respeito. Além disso, te dá um rumo. Os objetivos que tenho no Karatê me movem muito e me dão vontade de viver.
Agora no Vale – Você é multicampeão no Karatê. Fale sobre um título marcante.
Michel Yépez – Teve um título que me marcou em 2014, quando era máster. Foi um torneio bastante difícil com muita gente e o adversário na final foi o Márcio Santos, um carateca bastante experiente. A luta final foi 6 a 5. No último minuto, ele fez cinco a quatro e eu ainda consegui a virada e venci.
Agora no Vale – Por que competir?

Michel Yépez – O torneio te coloca a prova, independente de perder ou ganhar. É preciso ter um controle emocional muito grande para competir. Sempre digo que o nervosismo é bom nessas horas, pois coloca a pessoa num nível de atenção máximo e alerta. O segredo é canalizar esse nervosismo de uma forma positiva, extraindo o máximo potencial. Isso levamos para a vida, pois mesmo em situações delicadas conseguimos tomar a melhor decisão. A competição te dá essa vivência e essa oportunidade de se testar.
Agora no Vale – Pretende treinar até quando?
Michel Yépez – Olha, enquanto conseguir ficar em pé. O karatê é para sempre. A parte competitiva é apenas uma pequena parte disso. Essa fase acaba, mas o karatê é muito mais amplo: saúde, motivação e vitalidade que ajudam em todas as áreas da vida.





