Designer de Teutônia leva arte para as ruas e inspira reflexões
Maiara Cristina Bauer Leonhardt, 26 anos, encontrou na arte uma forma de trazer à tona questões sociais e temas que impactam a vida na sociedade. A designer natural de Teutônia assina obras no Viaduto da Avenida Alberto Pasqualini e na Avenida Décio Martins Costa (Valão), em Lajeado.
O gosto de Maiara pela arte vem desde infância, quando tinha como passatempo desenhar. A primeira pintura remunerada foi feita em uma cafeteria de Lajeado, em 2015. “Uma colega me viu desenhando e pediu pra fazer o trabalho no local”, ressalta.

Para Maiara, mais importante do que dominar a técnica para desenhar é dar sentido ao trabalho artístico. “A técnica todos podem aprender, mas é necessário ter um motivo. A arte precisa fazer as pessoas refletirem sobre algo”, defende.
No segundo semestre de 2021, a designer iniciou um projeto com o músico Rogerinho Schmidt chamado “Som das cores”. A pintura é feita por Maiara, enquanto Rogerinho apresenta um show musical. “Essa é uma forma da sociedade também se integrar à arte”, percebe.
Além de unirem música a arte, a maioria das ações da dupla tem cunho beneficente e grupos sociais envolvidos.
Em entrevista ao Agora no Vale, Maiara cita artes marcantes e fala do que busca passar às pessoas com seu trabalho artístico.
Entrevista
Agora no Vale – Alguma arte que lhe marcou?
Maiara Bauer – A arte do setembro verde na frente do Posto de Saúde do Centro (Lajeado) foi uma que achei muito legal participar, pois nos envolvemos em toda a campanha. A partir desse assunto, uma pessoa pode tomar uma decisão que salvará a vida de outro. E isso me marca muito.

Agora no Vale – Tem mais artes que se lembra com carinho?
Maiara Bauer –Outras duas que me marcaram bastante foi a do Valão, feita em dezembro junto com a Rede de Enfrentamento à Violência Contra Mulher. Ali me marcou, pois fizemos a arte e duas semanas depois recebi um áudio de uma amiga minha que conheceu outra pessoa que sofreu dessa situação. Ela passou no Valão, leu e se emocionou.
Outra arte é embaixo da ponte da Pasqualini. Fiz em conjunto com o Lucas Baldissera. A proposta foi desenvolvida antes da pandemia, mas conseguimos executar durante. Então a frase “Seria preciso retroceder para conseguir evoluir?” combinou bem com o momento.

Entrevista
Agora no Vale – Qual seu maior desejo com a arte?
Maiara Bauer – Acho que temos uma responsabilidade com o nosso trabalho artístico. Quando fazemos uma arte, temos que pensar o que isso vai gerar na pessoa. Por exemplo, um trabalho que fiz com o projeto Som das Cores tratava sobre a doação de órgãos. A gente não pode só escrever ‘doe órgãos’. Essa é a conclusão que a pessoa precisa chegar sozinha a partir da emoção que a arte irá passar. Inclusive, quando incentivamos a pessoa a pensar sobre o assunto, ela pode até ter uma conclusão diferente do que queremos.





