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Guaíba seguirá subindo mesmo com retorno do sol; Ilhas de Porto Alegre entram em estado de atenção


Por Redação Publicado 21/07/2026
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Guaiba enchente
divulgação

A melhora das condições do tempo em Porto Alegre nos próximos dias não significa o fim do risco de elevação do Rio Guaíba. Conforme análises meteorológicas e hidrológicas, o nível do lago continuará subindo devido ao grande volume de água que ainda desce pelas principais bacias hidrográficas do Rio Grande do Sul.

A previsão indica que o pico da elevação deverá ocorrer entre o fim desta semana e o início da próxima, período em que a Capital já deverá registrar tempo firme e presença do sol.

Água do interior ainda não chegou à Capital

O Guaíba recebe a água de uma extensa rede de rios que corta o Estado. Entre os principais afluentes estão os rios Jacuí, Taquari, Caí, Sinos e Gravataí, que registraram elevados volumes de chuva nos últimos dias.

Como o deslocamento dessa água pode levar entre 48 e 96 horas, a elevação do Guaíba costuma ocorrer dias após o encerramento das chuvas em Porto Alegre.

Segundo as projeções, o nível poderá superar a marca de 2 metros na régua do Cais Mauá. Caso atinja entre 2,10 e 2,20 metros, aumenta o risco de alagamentos pontuais nas comunidades das ilhas da Capital.

Ilhas estão em situação de atenção

As áreas mais suscetíveis são a Ilha da Pintada, Ilha do Pavão, Ilha das Flores e Ilha dos Marinheiros, onde moradores devem acompanhar a evolução dos níveis do Guaíba e as orientações da Defesa Civil.

Apesar do cenário exigir monitoramento, especialistas destacam que não há previsão de uma enchente de grandes proporções como as registradas em maio de 2024 ou nos eventos de setembro e novembro de 2023.

Cheia será de pequeno a médio porte

A expectativa é de uma cheia considerada de pequeno a médio porte, favorecida também pela ausência de vento sul intenso, fenômeno que costuma represar as águas na Lagoa dos Patos e dificultar o escoamento do Guaíba.

Mesmo com a volta do tempo seco, autoridades reforçam que a população deve permanecer atenta aos boletins oficiais, já que a situação hidrológica depende do comportamento das bacias localizadas no interior do Estado e não apenas das condições climáticas na Região Metropolitana.