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Agricultor é condenado a prisão por manter trabalhadores em condição análoga à escravidão em Farroupilha


Por Redação / Agora no Vale Publicado 21/07/2026
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Foto Ilustrativa

Cinco pessoas foram resgatadas em 2024 durante fiscalização

Um agricultor de Farroupilha foi condenado pela Justiça Federal a cinco anos e seis meses de prisão, em regime semiaberto, por submeter cinco trabalhadores a condições análogas à escravidão em um pomar de maçãs no interior do município.

O caso ocorreu em Linha Jansen, onde os trabalhadores foram resgatados em 2024 após uma fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego e da Polícia Federal. Entre as vítimas estavam um trabalhador uruguaio e dois adolescentes, de 15 e 17 anos.

Segundo a denúncia, os trabalhadores foram contratados para atuar na colheita de maçãs com a promessa de receber entre R$ 150 e R$ 170 por dia. No entanto, relataram que o pagamento combinado teria sido alterado para R$ 13 por hora.

A fiscalização apontou condições precárias no alojamento, falta de equipamentos de proteção, alimentação insuficiente e ausência de folgas. Os trabalhadores dormiam em um espaço improvisado nos fundos de uma câmara fria, com colchões desgastados e problemas de higiene.

Após o resgate, o Ministério do Trabalho auxiliou no pagamento de verbas trabalhistas, encaminhamento do seguro-desemprego e retorno dos trabalhadores às cidades de origem.

Na decisão, a Justiça considerou que os trabalhadores foram submetidos a jornadas exaustivas e condições degradantes de trabalho e moradia. A defesa do agricultor negou as acusações e informou que irá recorrer da sentença.