Ex-namorado de jovem morta em Lajeado se entrega à polícia

Suspeito teve a prisão preventiva decretada após investigação reunir provas e imagens; vítima havia se mudado para Lajeado para recomeçar a vida
O ex-companheiro de Denise Silva de Medeiros, de 21 anos, se entregou à Polícia Civil na noite desta segunda-feira (6), na Delegacia de Polícia de Lajeado. Ele é o principal suspeito de matar a jovem, encontrada morta dentro de um apartamento no Centro da cidade, em um caso investigado como feminicídio.
Conforme a Polícia Civil, durante as investigações foram reunidas provas e imagens que embasaram o pedido de prisão preventiva, posteriormente deferido pela Justiça. Após tomar conhecimento da ordem judicial, o suspeito se apresentou na delegacia.
Vítima havia se mudado para fugir do ex
Natural de Estrela, Denise havia se mudado recentemente para Lajeado na tentativa de recomeçar a vida e se afastar do ex-companheiro. Familiares relataram que o relacionamento era marcado por conflitos constantes e comportamento controlador por parte do suspeito.
O crime ocorreu na noite de domingo (5), em um apartamento localizado na Rua Tiradentes, entre as ruas Júlio de Castilhos e Bento Gonçalves. A jovem foi encontrada morta dentro do quarto com marcas de disparos de arma de fogo. Moradores do prédio relataram ter ouvido barulhos no momento do crime.
Casal estava separado, mas mantinha contato
De acordo com a delegada Márcia Bernini, titular da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Lajeado, o casal estava separado havia cerca de seis meses, porém ainda mantinha contato.
A delegada informou que Denise não possuía medida protetiva de urgência e que, até o momento, não havia relatos de ameaças de morte.
“Ela não tinha medida protetiva. Ela nunca imaginou que poderia ser morta”, afirmou a delegada sobre as informações apuradas na investigação inicial.
O corpo da jovem foi encaminhado ao Instituto-Geral de Perícias (IGP), que deverá confirmar oficialmente a causa da morte.
A Polícia Civil dará continuidade às investigações para esclarecer todos os detalhes do crime, que poderá ser o 42º feminicídio registrado no Rio Grande do Sul em 2026.






