Jovem morta em Lajeado não tinha medida protetiva, diz polícia

Polícia Civil investiga o caso como feminicídio; principal suspeito segue foragido
A jovem Denise Silva de Medeiros, de 21 anos, encontrada morta em um apartamento no Centro de Lajeado, havia se mudado recentemente de cidade para tentar se afastar do ex-companheiro. A informação foi confirmada por familiares da vítima, porém segundo a polícia a jovem mantinha contato com o homem, mas não alertava sobre ameaças de morte.
Natural de Estrela, Denise passou a morar em Lajeado na tentativa de recomeçar a vida e evitar novos contatos com o ex-namorado. Segundo parentes, o relacionamento era marcado por conflitos e discussões frequentes. “Ele era dominador.”
O crime ocorreu na noite de domingo (5), em um apartamento localizado na Rua Tiradentes, entre as ruas Júlio de Castilhos e Bento Gonçalves. A jovem foi encontrada morta dentro do quarto, com marcas de disparos de arma de fogo. Moradores do prédio escutador barulho.
A Polícia Civil investiga o caso como feminicídio e aponta o ex-companheiro como o principal suspeito. Até o momento, ele não havia sido localizado pelas autoridades.
Conforme a delegada Márcia Bernini, titular da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Lajeado, o casal estava separado no momento, mas mantinha contato. “Ela não tinha medida protetiva. Ela nunca imaginou que poderia ser morta.” diz a delegada sobre investigação inicial
O corpo de Denise foi encaminhado para perícia, que deverá confirmar a causa exata da morte e auxiliar na investigação.
Ainda de acordo com a Polícia Civil, a vítima não possuía medida protetiva de urgência contra o suspeito.
Se confirmado como feminicídio, este será o 42º caso registrado no Rio Grande do Sul em 2026, reforçando o alerta para a violência contra a mulher no Estado.
A Polícia Civil segue realizando diligências para localizar o suspeito e esclarecer todos os detalhes do crime.






