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Suspeito de golpe com campanha falsa para criança gaúcha é preso na Espanha


Por Redação Publicado 06/07/2026
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Polícia Civil mulheres
Divulgação Polícia Civil

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul confirmou a prisão, nesta segunda-feira (6), de um dos principais investigados por integrar um esquema de fraudes em campanhas de arrecadação online que utilizava o nome e a imagem de uma criança gaúcha com uma doença rara para aplicar golpes pela internet.

O homem, de 30 anos, foi localizado na Espanha, após cooperação entre as autoridades brasileiras e a polícia espanhola.

Golpe usava campanhas falsas de doação

Segundo a investigação, o grupo criminoso clonava campanhas legítimas de arrecadação destinadas ao tratamento de Lorenzo Silveira, de 12 anos, diagnosticado com distrofia muscular de Duchenne.

Os criminosos reproduziam fotos, vídeos e informações da campanha oficial, criavam páginas falsas e impulsionavam anúncios nas redes sociais para atrair doadores.

As vítimas acreditavam estar ajudando a criança, mas os valores transferidos via Pix eram direcionados para contas controladas pelos investigados.

Investigação aponta estrutura financeira organizada

A apuração teve início no fim de 2024, depois que a família identificou diversas campanhas fraudulentas utilizando a imagem do menino.

Durante as investigações, a Polícia Civil identificou uma estrutura considerada sofisticada, com uso de domínios hospedados em servidores internacionais, empresas de fachada e intensa movimentação financeira.

Uma das campanhas falsas chegou a divulgar uma arrecadação superior a R$ 248 mil, enquanto contas ligadas ao esquema registraram movimentações milionárias.

Suspeito deixou o Brasil antes da operação

O investigado havia deixado o país poucos dias antes da Operação Eclipse, deflagrada em maio deste ano nos estados do Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Após descobrir que ele estava na Espanha, a Polícia Civil iniciou a troca de informações com as autoridades daquele país, resultando na captura do suspeito.

Centenas de pessoas podem ter sido vítimas

A Polícia Civil acredita que centenas de pessoas tenham realizado doações acreditando colaborar com o tratamento da criança.

As investigações continuam para identificar todos os envolvidos no esquema e dimensionar o prejuízo causado pelas campanhas fraudulentas.