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Seguranças são investigados por ataque homofóbico contra professor de bale na capital gaúcha


Por Redação Publicado 02/07/2026
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policia civil

Três seguranças particulares são investigados pela Polícia Civil por suspeita de agredirem um professor de balé, de 49 anos, em um episódio de homofobia ocorrido no Parque Farroupilha (Redenção), em Porto Alegre. Nesta quinta-feira (2), agentes cumpriram mandados de busca e apreensão relacionados ao caso, registrado em 9 de maio.

Professor relata agressões e ofensas homofóbicas

Conforme a investigação, a vítima foi abordada e atacada por três vigilantes que prestavam serviços para um restaurante e um estabelecimento comercial localizados dentro do parque.

Durante o depoimento, o professor afirmou que, além das agressões físicas, foi alvo de ofensas homofóbicas, incluindo frases como: “não quero saber de viado aqui”.

Segundo a Polícia Civil, a própria ação dos suspeitos foi registrada em vídeo por eles mesmos, material que passou a integrar as investigações.

Polícia aponta motivação por homofobia

De acordo com o delegado Vinicius Nahan, titular da Delegacia de Polícia de Combate à Intolerância, os elementos reunidos até o momento reforçam a conclusão de que o crime teve motivação homofóbica.

A investigação leva em consideração o relato da vítima, as lesões constatadas e a ausência de qualquer justificativa para a violência praticada.

Operação apreende armas, simulacros e munições

Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam diversos materiais, entre eles munições, dois simulacros de arma de fogo, uma espingarda de pressão, um taser, um cassetete, uma luneta, aparelhos celulares e dinheiro em espécie.

Os investigados têm 22, 26 e 55 anos. As identidades não foram divulgadas pelas autoridades.

Justiça negou pedido de prisão preventiva

A Polícia Civil solicitou a prisão preventiva dos três suspeitos, porém o pedido foi indeferido pela Justiça.

As investigações prosseguem para concluir o inquérito e definir as responsabilidades criminais dos envolvidos no caso, que é tratado como um possível crime motivado por preconceito e intolerância.