SUS inicia projeto com canetas emagrecedoras e primeiro paciente é do Rio Grande do Sul

O Sistema Único de Saúde (SUS) iniciou nesta sexta-feira (26) um projeto-piloto que oferece gratuitamente tratamento com canetas emagrecedoras para pacientes com obesidade grave. A iniciativa começou no Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre, e prevê o acompanhamento de 250 pacientes durante dois anos.
O estudo, denominado Real-Bari, utilizará a semaglutida, princípio ativo dos medicamentos conhecidos como canetas emagrecedoras. O objetivo é avaliar os resultados clínicos, os custos e a viabilidade de incorporar esse tipo de tratamento à rede pública de saúde.
Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil é um dos primeiros países a testar o uso da medicação no sistema público. Além da perda de peso, serão analisados indicadores como qualidade de vida, exames clínicos, evolução após procedimentos cirúrgicos e custo-benefício do tratamento.
O primeiro paciente a receber a medicação foi um motorista de aplicativo de 39 anos, morador do Rio Grande do Sul, que aguardava atendimento pelo SUS há mais de mil dias. A primeira aplicação foi realizada na presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Quem pode participar
Nesta fase inicial, poderão participar apenas pacientes que já são acompanhados pelo Grupo Hospitalar Conceição, tenham diagnóstico de obesidade há pelo menos um ano e comprovem que tratamentos convencionais, como dieta e atividade física, não apresentaram resultados satisfatórios.
Também é necessário que o paciente tenha condições de realizar a aplicação da medicação ou conte com auxílio de um cuidador.
A expectativa do Ministério da Saúde é que os resultados da pesquisa auxiliem na decisão sobre uma futura incorporação da semaglutida ao SUS para o tratamento da obesidade.






