EUA e Irã anunciam acordo para encerrar guerra no Oriente Médio

Os governos dos Estados Unidos e do Irã anunciaram nesta segunda-feira (15) um acordo para encerrar imediatamente a guerra no Oriente Médio, incluindo os conflitos relacionados ao Líbano. A assinatura oficial do documento está prevista para sexta-feira (19), em Genebra.
Embora os detalhes do acordo ainda não tenham sido divulgados, autoridades iranianas informaram que novas negociações deverão ocorrer nos próximos 60 dias para tratar de temas sensíveis, como o programa nuclear do país, o fim das sanções econômicas e mecanismos de supervisão dos compromissos firmados.
O anúncio foi feito inicialmente pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que atuou como mediador das negociações. Posteriormente, a informação foi confirmada por Washington e Teerã.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comemorou o entendimento e afirmou que o acordo representa um passo decisivo para a estabilidade regional. Segundo ele, a reabertura do estratégico Estreito de Ormuz ocorrerá após a assinatura oficial do pacto.
O governo iraniano, por sua vez, destacou que o entendimento garante o início de discussões sobre a retirada de sanções e a recuperação econômica do país. A agência iraniana Fars informou ainda que o texto inclui referências à soberania do Irã e de Omã sobre o Estreito de Ormuz.
A comunidade internacional recebeu a notícia de forma positiva. O secretário-geral da ONU, António Guterres, classificou o acordo como uma oportunidade para avançar rumo a uma solução definitiva para o conflito. Países europeus, além de Egito e Arábia Saudita, também manifestaram apoio ao entendimento.
O anúncio teve reflexos imediatos nos mercados financeiros. Os preços internacionais do petróleo registraram queda, enquanto bolsas de valores reagiram positivamente à perspectiva de redução das tensões na região.
O conflito teve início em fevereiro deste ano, após ataques de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã. Desde então, os confrontos se espalharam pela região, envolvendo grupos aliados de Teerã e provocando milhares de mortes, especialmente no Líbano.





