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Mensalidades de faculdades particulares e EAD recuam e ensino superior fica mais acessível no Brasil


Por Redação Publicado 03/06/2026
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O custo para cursar o ensino superior no Brasil ficou mais baixo em 2026. Dados recentes apontam que as mensalidades das faculdades presenciais registraram queda de 4,3%, enquanto os cursos de Educação a Distância (EAD) tiveram redução de 1,8% nos valores cobrados dos estudantes.

Quando analisado o período entre 2016 e 2026, a desaceleração é ainda mais significativa. Nas instituições presenciais, o valor mediano das mensalidades caiu cerca de 33%, enquanto nos cursos online a redução acumulada chegou a 55%.

Concorrência pressiona preços

A queda dos valores está diretamente ligada ao aumento da concorrência entre instituições privadas e ao comportamento mais criterioso dos estudantes.

Com mais opções disponíveis no mercado, os alunos passaram a avaliar com maior rigor o custo-benefício oferecido pelas faculdades, levando as instituições a adotarem estratégias para manter a competitividade e atrair novos matriculados.

EAD lidera crescimento no ensino superior

O ensino a distância continua ganhando espaço no país. Desde 2021, o número de estudantes matriculados em cursos EAD supera o total de alunos do ensino presencial.

Além da flexibilidade, o preço é um dos principais atrativos da modalidade. Atualmente, a mensalidade mediana dos cursos online é de aproximadamente R$ 214, enquanto nos cursos presenciais o valor mediano chega a R$ 835.

A diferença reforça a preferência de muitos estudantes por alternativas mais econômicas, especialmente em um cenário de orçamento apertado.

Endividamento preocupa estudantes

Apesar do avanço das matrículas no ensino superior, o setor enfrenta desafios importantes. A inflação acumulada nos últimos anos e o alto nível de endividamento da população seguem impactando a capacidade de pagamento dos alunos.

Uma pesquisa realizada com mais de 3 mil estudantes de instituições públicas e privadas de São Paulo revelou que 68,4% dos entrevistados possuem algum tipo de dívida, fator que influencia diretamente a permanência nos cursos.

Novo marco regulatório traz desafios

Outro ponto de atenção para o setor é o novo marco regulatório da Educação a Distância. As novas regras estabelecem limites para a oferta de aulas online em determinados cursos, exigindo adaptações por parte das instituições.

Mesmo diante dos desafios econômicos e regulatórios, especialistas avaliam que o crescimento contínuo das matrículas pode abrir novas oportunidades para o ensino superior brasileiro, especialmente para instituições que conseguirem equilibrar qualidade, acessibilidade e inovação.