Mensalidades de faculdades particulares e EAD recuam e ensino superior fica mais acessível no Brasil

O custo para cursar o ensino superior no Brasil ficou mais baixo em 2026. Dados recentes apontam que as mensalidades das faculdades presenciais registraram queda de 4,3%, enquanto os cursos de Educação a Distância (EAD) tiveram redução de 1,8% nos valores cobrados dos estudantes.
Quando analisado o período entre 2016 e 2026, a desaceleração é ainda mais significativa. Nas instituições presenciais, o valor mediano das mensalidades caiu cerca de 33%, enquanto nos cursos online a redução acumulada chegou a 55%.
Concorrência pressiona preços
A queda dos valores está diretamente ligada ao aumento da concorrência entre instituições privadas e ao comportamento mais criterioso dos estudantes.
Com mais opções disponíveis no mercado, os alunos passaram a avaliar com maior rigor o custo-benefício oferecido pelas faculdades, levando as instituições a adotarem estratégias para manter a competitividade e atrair novos matriculados.
EAD lidera crescimento no ensino superior
O ensino a distância continua ganhando espaço no país. Desde 2021, o número de estudantes matriculados em cursos EAD supera o total de alunos do ensino presencial.
Além da flexibilidade, o preço é um dos principais atrativos da modalidade. Atualmente, a mensalidade mediana dos cursos online é de aproximadamente R$ 214, enquanto nos cursos presenciais o valor mediano chega a R$ 835.
A diferença reforça a preferência de muitos estudantes por alternativas mais econômicas, especialmente em um cenário de orçamento apertado.
Endividamento preocupa estudantes
Apesar do avanço das matrículas no ensino superior, o setor enfrenta desafios importantes. A inflação acumulada nos últimos anos e o alto nível de endividamento da população seguem impactando a capacidade de pagamento dos alunos.
Uma pesquisa realizada com mais de 3 mil estudantes de instituições públicas e privadas de São Paulo revelou que 68,4% dos entrevistados possuem algum tipo de dívida, fator que influencia diretamente a permanência nos cursos.
Novo marco regulatório traz desafios
Outro ponto de atenção para o setor é o novo marco regulatório da Educação a Distância. As novas regras estabelecem limites para a oferta de aulas online em determinados cursos, exigindo adaptações por parte das instituições.
Mesmo diante dos desafios econômicos e regulatórios, especialistas avaliam que o crescimento contínuo das matrículas pode abrir novas oportunidades para o ensino superior brasileiro, especialmente para instituições que conseguirem equilibrar qualidade, acessibilidade e inovação.





