ADAPTAÇÃO ESCOLAR: Construindo métodos mais acertivos
Hoje falaremos sobre um tema que mexe com muitos âmbitos, mas principalmente com o escolar.
Com o passar dos anos os métodos de ensino/aprendizagem foram se modificando e precisaram de ajustes. Isto acontece porque as tecnologias modernas se atualizam a cada tempo e é preciso evoluir junto.
Concomitante com a evolução das tecnologias, a inserção do aluno neurodivergente na comunidade escolar teve suas modificações.
Na atualidade existem leis e cartilhas que auxiliam os profissionais na inclusão destes alunos.
Elas servem de guias ensinando como acolher, flexibilizar a rotina e adaptar avaliações e práticas diárias em sala de aula.
Podemos dizer que antes dos anos 90, a forma como se ensinava era baseada em uma disciplina mais rígida. As classes eram enfileiradas sem possibilidade de movimento. Os alunos sentavam um atrás do outro, com corpo ereto. A atenção era baseada exclusivamente no professor e não se ousava conversar e trocar idéias com o colega do lado.
Os alunos que na época eram considerados deficientes intelectuais, ficavam em uma parte isolada da escola e sofriam todo tipo de discriminação e bullying. Não existia a hipótese deles conviverem com os demais alunos.
Importante lembrar que nesta época muitos diagnósticos não existiam como por exemplo, Autismo, TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade), TOD (Transtorno Opositor Desafiador), Altas Habilidades e Superdotação, entre outros.
O TDAH era denominado como “lento e ou agitado demais” aquele aluno que não ficava sentado e não parava de falar. O Autista, dependendo do nível tinha rótulos como desligado, inibido ou até de deficiente intelectual. O aluno com Superdotação/Altas Habilidades era aquele aluno inteligente que se evidenciava entre os outros e naquela época isto não era um problema.
Na atualidade, depois de muitos estudos, pode-se utilizar os diagnósticos para auxiliar e ajudar este aluno se inserir em sala de aula e em toda comunidade escolar. Aprendendo formas como cada um opera, respeitando suas singularidades, e adaptando métodos de ensino/aprendizagem.
Hoje existem ferramentas potentes como as cartilhas de orientação, que precisam ser lidas, estudadas e aplicadas dentro da necessidade de cada aluno.
Pensando que cada pessoa é diferente da outra, a maneira como se aprende também é.
Alguns precisam de mais tempo para realizar a tarefa, de conteúdos mais flexibilizados como letra em tamanho maior, em negrito, usando apenas um verso da folha para melhor organização na hora da leitura. Alguns precisarão de um monitor ao seu lado para ajudar na auto regulação e desempenho das atividades.
E assim para cada aluno neurodivergente, é necessário conversas periódicas da escola com a família, planejamento individual para estes alunos, potencializando o que eles tem de melhor.
Acima de tudo isto, é muito importante proporcionar momentos de palestras, roda de conversa, sugestões de leituras para que tanto os pais e alunos entendam e aprendam acolher seus colegas em momentos de desregulação e dificuldades. Aprender acolher, gera empatia e o aluno se sente inserido.
Por Janaína da Costa Gerhardt
Psicóloga Cognitivo Comportamental e Terapeuta de Esquemas
Atendimento Infanto/Juvenil e Adulto
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