Indiciada a mulher que se passava por psicóloga para aplicar golpes em crianças e adolescentes no RS

A Polícia Civil concluiu um novo inquérito contra uma mulher suspeita de se passar por psicóloga clínica e aplicar golpes em crianças e adolescentes em Porto Alegre, Guaíba e Canoas. Ela foi indiciada por estelionato majorado, crime que envolve vítimas vulneráveis.
Segundo as investigações da 3ª Delegacia de Polícia de Proteção à Criança e ao Adolescente, a mulher atuou por pelo menos três anos sem possuir formação na área, cobrando cerca de R$ 130 por sessão. Para dar credibilidade ao falso serviço, ela usava ilegalmente o registro profissional de uma psicóloga de Ivoti, que desconhecia o uso indevido de seu número de inscrição.
A suspeita também se apresentava como especialista no atendimento de crianças e adolescentes com neurodivergências, como autismo (TEA) e TDAH, segundo a polícia. Em depoimento, preferiu ficar em silêncio e não apresentou defesa.
A mulher já é ré em outro processo, em que responde por exercício ilegal da profissão e falsidade ideológica, após denúncia do Ministério Público aceita pela Justiça em agosto. Nesse caso, a investigação foi conduzida pela Delegacia de Polícia de Ivoti.
Entre os dois inquéritos, a Polícia Civil estima que o número de vítimas ultrapasse 80 pessoas, sendo 29 delas crianças e adolescentes, com idades entre 3 e 15 anos. O processo tramita em segredo de justiça, por envolver dados sensíveis.
Em nota, a defesa da investigada afirmou que ainda não teve acesso à nova investigação e considerou “estranha” a diferença na definição jurídica entre os dois processos. Disse ainda que buscará acesso aos autos para garantir o direito de defesa da cliente.





