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20 de agosto de 2022

Tradição centenária: conheça a Venda da Rosi em Estrela


Por Redação Publicado 05/08/2022

Estabelecimento comercial fica em Linha Wink, na divisa dos municípios de Estrela e Teutônia e guarda uma herança cultural com muito mais de cem anos; local é a conveniência para moradores das comunidades, pois tem um pouco de tudo de “secos e molhados” e utilidades para o cotidiano

Reportagem de
Rodrigo Nascimento / Agora no Vale

Ao certo ela nem sabe quantos anos a venda tem, apenas acredita que o estabelecimento exista há mais de um século. Continuando o legado da tia, Rosi Becker Delvin hoje administra a vendinha, localizada na divisa dos municípios de Estrela e Teutônia. A empreendedora quis manter a essência do comércio, com tudo que é necessário para o dia a dia dos seus consumidores, assim como preservar a tradição familiar. Rosi não só quer continuar o negócio, mas sim, revitalizar o espaço, criando um elo de ligação entre o presente e o passado.

“Estamos falando de uma tradição bastante antiga. Minha tia, por exemplo, tocou este negócio por 65 anos, e a venda já existia muito antes dela vir para cá”, explica Rosi. A tia, Marlene Ely, aos 81 anos se aposentou, deixando com ela a missão de continuar o estabelecimento que mais parece ter saído das páginas de um livro de história.

Os balcões de madeira e as prateleiras que alcançam o teto já guardaram diferentes tipos de mercadoria. A cena remonta a um passado distante. No tempo em que os bens, como móveis eram feitos para durar muito mais que uma vida. Nestes móveis, há décadas, são guardados os estoques da venda. Do retrós de linha ao pacote de biscoito salgado, o mix de produtos é grande na Venda da Rosi – novo nome, estampado na fachada do estabelecimento. “Eu procuro ter de tudo um pouco, pois estamos longe de supermercado e das lojas. Neste espaço é difícil encontrar algum outro armazém além da venda.”

Venda, no popular, é o mercadinho, o ponto de compra de produtos de primeira necessidade e alguns agrados também. Venda é a forma carinhosa de denominar o ponto de encontro da comunidade com aquilo que se precisa em casa, todo dia. 

No seu estabelecimento Rosi conta com bebidas diversas e com isso conquista a simpatia do pessoal da canastra. “Eu tenho sorvetes também e tudo aquilo que tu precisas para a casa. Trabalhamos com torneiras, cola de cano, pregos. Todos estes produtos já eram vendidos aqui no tempo a tia”, justifica a empreendedora.

A opção pelo interior

Rosi trocou a cidade pela calmaria da Linha Wink. Ela ainda mora no Bairro das Indústrias, em Estrela, mas nem pensa em voltar para o comércio da cidade, onde atuou durante 12 anos. Em um movimento contrário ao que tudo se observa, a migração do campo para a área urbana, Rosi dá um exemplo de que é possível pensar no contrário. “Eu prefiro mil vezes aqui, onde existe menos correria e mais qualidade de vida. Trabalhando aqui eu também fico próxima de minha mãe, que mora ao lado. Um dia destes quem sabe, venho morar para cá também.”

Rosi tem planos empreendedores para o estabelecimento. Não só pensa em manter a atividade financeira, como deseja restaurar a venda, incorporar novos produtos e dar sequência ao legado que na família dela vem do avô da tia dela, passando pelas gerações. “Nem tudo é dinheiro na vida da gente. A satisfação de estar neste local que tem tanta história, e que foi importante, durante tanto tempo, é muito mais valioso que isso”, ensina.