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Mãe pede ajuda com doações para manter filha de 21 anos com paralisia infantil


Por Redação Publicado 14/09/2021

Família mora no Bairro Conventos e necessita de auxílio para comprar alimentos, fraldas e produtos de higiene

Juliana Bald, 43, moradora do Bairro Conventos, em Lajeado, sempre teve o sonho de ser mãe. Conseguiu realizar este desejo em 2000. No entanto, a filha Jaqueline Beatriz Camargo, hoje com 21 anos, demonstrava sinais diferentes de outros bebês ao nascer.

Após uma bateria de exames, o médico confirmou a paralisia cerebral. “Ela não ouvia e nem firmava a cabeça. Foi um choque muito grande, mas nada que mudasse meu amor por ela. Larguei meu emprego de babá para me dedicar 24h por dia aos seus cuidados.”

Sem caminhar, falar ou com poucos movimentos, a comunicação entre elas é feita pelo olhar. “Sei tudo o que ela pensa e quer me dizer. É um anjo que Deus me enviou e assumi a missão de zelar pela sua segurança, carinho e proteção.”

Apesar de receber um salário mínimo como auxílio doença, com a pandemia as doações reduziram quase a zero e as despesas com alimentos, remédios, fraldas, produtos de higiene e outras despesas dispararam.

“Eu ainda tenho uma filha de 15 anos, fruto de outro relacionamento. Moramos de aluguel, cujo valor chega a R$ 600, sem contar tarifa de água, energia elétrica e outras despesas. Não tem como sobreviver com apenas um salário.”

Apesar de sofrer críticas e ataques na internet, afirma não ter condições de pagar uma babá para a Jaqueline e assim buscar um emprego fixo. “Até para dar banho nela preciso da ajuda de uma vizinha. Ela também me auxilia quando preciso sair. O custo para contratar uma empregada seria muito alto.”

O que doar

Os interessados em ajudar podem fazer principalmente a doação de alimentos, fraldas e produtos de higiene. “Precisamos de tudo um pouco. Qualquer ajuda é bem vinda. Podem fazer a entrega em nossa casa ou me passar o endereço que damos um jeito de buscar.”

Conforme Juliana a alimentação de Jaqueline é pastosa. Tudo é triturado para depois ser consumido. Por isso, a doação de leite, frutas, legumes e hortaliças são essenciais. Outra necessidade são fraldas, no tamanho XG.

Por dia são utilizadas em média 10 unidades. Outro gasto alto é com produtos de higiene, já que Jaqueline passa o dia inteiro deitada, na cama ou em um sofá na sala.

“Já fui muito criticada e humilhada. Mas faço e supero tudo por amor às minhas filhas. Deus é bom e sei que existem pessoas boas que me ajudam sempre e não será diferente desta vez.”

Para saber

Segundo Juliana, toda gravidez decorreu dentro da normalidade, sem nenhum exame apresentar alguma alteração ou apontar a existência da doença. Atribui a ocorrência da paralisia cerebral a erro médico, o qual nunca foi investigado, atestado e tão pouco denunciado.

Ao nascer, Jaqueline foi rejeitada pelo pai e, por isso, Juliana assumiu a criação e cuidados sozinha, sem ao menos receber qualquer tipo de ajuda financeira.

A família mora na Rua Barros Cassal, número 160, Casa 2, no Bairro Conventos, em Lajeado. O telefone de contato é (51) 9.9694-0555 (WhatsApp). 

por redação
Fotos enviadas pela mãe Juliana