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Leilões devem vender até 5 mil carros afetados pela enchente no RS


Por Redação / Agora no Vale Publicado 25/06/2024
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Os leilões de carros afetados pela enchente no Rio Grande do Sul estão vendendo veículos a valores entre 45% e 60% do preço da Tabela Fipe, com a expectativa de vender até 5 mil unidades, segundo uma empresa do setor. Esses carros, após indenização do seguro, são preparados e vendidos em leilões. O primeiro leilão, realizado em junho, vendeu 111 veículos em um curto período de duas semanas após a enchente, atraindo diversos compradores.

Liliamar Pestana Gomes, leiloeira, mencionou que as vendas estão realmente começando agora, com o mercado esperando um aumento nas transações. Os veículos são anunciados com a informação de terem sido afetados pela enchente, passam por limpeza e, em alguns casos, têm o óleo removido.

Os compradores são variados, incluindo pessoas que buscam carros para uso próprio, revenda, ou comerciantes de automóveis e peças. Os leilões virtuais têm ampliado a participação do público, oferecendo fotos, vídeos e informações detalhadas dos veículos. A maioria dos compradores já não visita os veículos antes de arrematá-los, confiando nas informações online.

Os compradores devem retirar os veículos do depósito da empresa em Nova Santa Rita, que abriga cerca de seis mil carros em uma área de 240 mil metros quadrados.

Especialista fala sobre danos e como consertar

Milhares de veículos foram tomados pela água devido à enchente de maio, e muitos ficaram submersos, o que causou prejuízos severos para os proprietários, além de preocupações futuras. Veja abaixo uma matéria publicada no Agora no Vale após as cheias de setembro.

Felipe Mendes, engenheiro mecânico e de automóveis, de Estrela, tem recebido diversos carros na sua oficina, e fala sobre a complexidade dos danos causados. Ele relata que os carros atingidos por enchentes sofrem danos em várias partes, com impacto considerável na parte mecânica e nos sistemas eletrônicos. Os principais problemas mecânicos, diz, estão relacionados aos fluidos do veículo, que são contaminados pela água da enchente e pelo barro. Isso requer uma limpeza completa, a drenagem e a substituição de fluidos, bem como a troca de todos os filtros. “Felizmente, a parte mecânica geralmente pode ser recuperada”.

No entanto, ele alerta que o maior desafio reside nos componentes eletrônicos e elétricos do veículo, que não estão projetados para resistir à exposição à água. “Os equipamentos na parte interna do veículo são especialmente vulneráveis, enquanto algumas centrais na parte externa podem ser protegidas contra a água”. O especialista afirma que isso resulta em danos rápidos e muitas vezes irreparáveis a componentes como painel, módulos de carroceria, módulos de airbag e módulos de conforto.

Felipe menciona que muitas vezes esses componentes ainda estão energizados quando entram em contato com a água, o que acelera a oxidação e aumenta a probabilidade de danos. Portanto, na maioria dos casos, a substituição dessas centrais eletrônicas é a única solução viável. Isso também se aplica a toda a parte elétrica do veículo, incluindo vidros elétricos e outros dispositivos. Felipe ressalta que, mesmo após a limpeza e reparos iniciais, podem surgir problemas adicionais no futuro devido a partes do veículo que não foram verificadas no momento. “É crucial que os clientes estejam cientes dessa possibilidade e estejam preparados para eventuais problemas posteriores”, relata.

Fonte: g1