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Exército inicia deslocamento de novas passarelas flutuantes para o Vale do Taquari


Por Redação / Agora no Vale Publicado 24/05/2024
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Foto Bruno Neves/Agora no Vale

O Exército Brasileiro já iniciou o deslocamento de novas pontes flutuantes para o Rio Grande do Sul, com o objetivo de substituir as estruturas levadas por enxurradas nos rios Forqueta e Pardo na quinta-feira (23). Denominadas passadeiras, essas estruturas metálicas são compostas por uma passarela apoiada em barcos, unidos por cabos.

Duas passadeiras, montadas há pouco mais de uma semana, foram arrastadas pela força da correnteza do Rio Forqueta, entre Arroio do Meio e Lajeado, no Vale do Taquari. E a outra ficava no Rio Pardo, em Candelária, no Vale do Rio Pardo. Cada estrutura tinha cerca de 80 metros de extensão e permitia a passagem de 45 pessoas por minuto.

Antes da construção dessas passadeiras, os municípios estavam isolados desde 1º de maio, com o contato sendo feito apenas por barcos de voluntários ou botes do Exército. As novas passadeiras serão montadas nas posições atingidas assim que as condições de segurança permitirem, levando em conta o nível do rio, a correnteza e outros fatores, para garantir a integridade física da população beneficiada.

A passadeira do Rio Forqueta foi montada no dia 15 de maio, após a destruição da ponte da ERS-130. Já a passadeira do Rio Pardo foi montada no dia 16 de maio, após a queda da cabeceira da ponte da RSC-287.

As novas passadeiras estão sendo enviadas de unidades de Engenharia do Exército situadas em São Borja (na fronteira gaúcha com a Argentina), Palmas (PR) e Tubarão (SC). No entanto, ainda não há previsão de quando serão instaladas.

A perspectiva mais otimista é que as estruturas possam ser montadas assim que a chuva cessar, o que pode acontecer no meio da próxima semana.

As passadeiras já estavam interditadas quando foram levadas pelas águas. Em ambos os casos, a situação foi semelhante: com a elevação rápida do nível dos rios — pelo menos dois metros em 15 minutos — o trânsito de pedestres foi imediatamente interrompido. Materiais suspensos trazidos pela água, como troncos, provocaram o arrasto das estruturas. Os militares esperam recuperar, assim que possível, os barcos levados pelas enxurradas. Para montar a passadeira, são colocados suportes flutuantes sobre a água, que são então fixados com painéis, por onde as pessoas passam. Entre Arroio do Meio e Lajeado, mais de 4,5 mil pessoas cruzavam a ponte flutuante diariamente.

O Exército também planeja instalar uma ponte metálica para veículos entre os municípios de Arroio do Meio e Lajeado o mais rápido possível. Esse projeto depende de trabalhos nas cabeceiras da antiga ponte e da redução do vão do Rio Forqueta para 50 metros, já que a nova ponte terá uma extensão máxima de 60 metros. Essa medida é essencial devido ao risco de uma elevação brusca do nível do rio, que poderia derrubar a ponte. A expectativa é que essa ponte possa ser instalada em uma semana, caso as condições climáticas permitam e as obras de acesso sejam realizadas.