fbpx

Ao clicar em "Continuar navegando", você concorda com o uso de Cookies e com a Política de privacidade do site.

  • Banner Sicredi Agora no Vale 728x90px

Desafios e o amor de uma mãe com trombofilia


Por Redação / Agora no Vale Publicado 25/02/2018
Ouvir: 00:00
  • Agora-No-Vale—Banner-Forquetinha—Institucional-WhatsappDESKTOP

Lajeadense conta como superou os riscos da gravidez para realizar o sonho de ser mãe

Ser mãe é o sonho de muitas mulheres. Mas e quando uma condição de saúde impede isso ou até mesmo traz riscos para a saúde da mulher e faz com ela tenha que tomar precauções diárias? Fernanda Goulart Kehm, 27 anos, de Lajeado, teve trombofilia durante a gravidez, o que exige diversos cuidados, mas principalmente uma injeção por dia de um medicamento caro, mas que garante a saúde da mãe e do bebê.

Sua vida mudou completamente por amor a filha. Ao todo, aplicou em torno de 500 injeções, contando toda gestação e tempo de amamentação depois que Amanda nasceu. Elas eram feitas todos os dia ao meio dia e na barriga. “Foi o lugar menos dolorido que eu encontrei.” Fernanda, conta que realizada uma limpeza no local com álcool e após aplicava a injeção.

Explicar o sentimento é difícil para Fernanda, conta que é um mistura de alegria, dor e medo. “Eu achava que não iria suportar pois tinha pânico de agulha.” Mas, diz que por mais dolorido e cansativo que foi, sua motivação persistia em cada ecografia e cada chute que provava que a bebê Amanda estava bem de saúde.

Hoje Amanda tem três anos, está muito bem de saúde. Mas Fernanda, em 2017, teve um novo episódio de isquemia. Depois de realizar 42 exames de sangue a equipe médica descobriu que ela tem o tipo de trombofilia mais raro, sem cura, chamado de Síndrome de Antifosfolipídeo (SAAF). O que dificulta de ter uma nova gestação.

Conta que participa de grupos de Trombofilia, onde existem várias mamães que mesmo sabendo dessa restrição, se arriscam. “Eu sempre sonhei em ter pelo menos dois filhos. Ser ser mãe é um sentimento único, inexplicável e é o maior motivo para se arriscar novamente.”

Quando descobriu
A descoberta da trombofilia foi em 2011, depois que sofreu um aborto e teve dois AVC’s isquêmicos, em 2012 e 2014. Quando teve uma nova gestação, teve hemorragias com cinco semanas de gestação e o obstetra solicitou o exame da Trombofilia.


Tratamento caro
O valor do tratamento é alto. O valor é de R$140 a caixa com duas vacinas. Mas de acordo com Fernanda, toda gestante que desenvolve trombofilia tem direito a receber do estado o medicamento. Por isso, alguns meses, quando estava em falta, teve que comprar com seus recursos.


O que é a trombofilia
A trombofilia acontece quando a pessoa tem maior facilidade para formar coágulos de sangue, aumentando o risco de complicações como trombose venosa, AVC ou embolia pulmonar, por exemplo.

As pessoas com esta condição normalmente apresentam inchaço no corpo, inflamação das pernas ou sensação de falta de ar. Para as gestantes a situação se agrava, pois pode causar riscos à vida da mãe e do bebê.

Em termos médicos, a trombofilia é uma maior propensão à “ocorrência de eventos trombóticos venosos”. Traduzindo: é uma tendência ao chamado “sangue grosso”, que, na prática, contribui para o entupimento de veias. Não se trata de uma doença, mas de uma condição que pode ter diferentes causas.


O que pode causar a trombofilia?
Há duas possibilidades. Uma é a trombofilia hereditária, quando a condição está ligada a fatores genéticos. Outra é quando essa condição é adquirida. Neste caso, ela pode ser desencadeada por diversos fatores que aumentam a coagulação do sangue. Entre eles estão o uso de estrogênios, terapia de reposição hormonal, viagens aéreas prolongadas (por causa da pressão), cirurgias, imobilização e também a gravidez.

Quando a trombofilia é adquirida, o quadro mais comum é o da síndrome antifosfolípide, ligada à produção de um tipo de anticorpo que estimula a coagulação. Essa condição representa cerca de 60% dos casos.

Redação
redacao@agoranovale.com.br