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Ciranda Cultural de Prendas reúne 4 mil em Lajeado


Por Redação / Agora no Vale Publicado 07/05/2019
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Pela primeira vez na região, evento tradicionalista ocorre nos dias 16 e 18 deste mês. Conversamos com a lajeadense Jéssica Thaís Herrera, 20, atual 1ª Prenda do RS, que trouxe o evento para cá.

Na 49ª edição, a Ciranda Cultural de Prendas chega pela primeira vez a Lajeado para a escolha das representantes da juventude tradicionalista e da figura da mulher gaúcha nas categorias Mirim, Juvenil e Adulta. O concurso reúne 74 candidatas das 30 regiões tradicionalistas do estado, e deve atrair cerca de quatro mil tradicionalistas entre os dias 16 e 18 deste mês, no CTG Tropilha Farrapa, na Univates e no Clube Tiro e Caça.  

O concurso conta com provas escrita, mostra folclórica, provas oral e artística. A promoção do evento é do MTG, realização da Fundação Cultural Gaúcha (FCG), 24ª RT e CTG Tropilha Farrapa. A escolha de Lajeado para a cidade sede é graças à conquista do título de 1ª Prenda do RS de Jéssica Thaís Herrera, 20, acadêmica de Direito na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com quem conversamos sobre o seu trabalho de representante da mulher gaúcha e sobre a importância da Ciranda e da cultura gaúcha. 

Entrevista

Agora no Vale – Como ocorreu o contato com as tradições gauchescas ao longo de sua vida e o que essa cultura representa para ti?
Jéssica Thaís Herrera – Preservamos bastante nas entidades tradicionalistas o valor de família. A convivência harmônica e respeitosa. Mas diferente de muitas prendas, a minha família não era tradicionalista. Fui eu quem abri as portas do tradicionalismo para minha família e meus pais. Eu morava em frente ao CTG Tropilha Farrapa, então desde pequena frequentava a creche Entre Amiguinhos, que é do lado, e então acompanhava as movimentações que aconteciam na entidade. Ouvia as músicas, os ensaios dos fandangos, e via as prendas pilchadas, o que brilhava aos meus olhos, me atraía bastante. Então quando tinha oito anos, convenci minha mãe a me levar a um ensaio da invernada mirim, e aí entrei nesse meio tradicionalista. Dancei até os 16 anos.

Essa cultura está presente em diversos ambientes, não só dentro de um CTG. Ao tomarmos chimarrão já estamos preservando a tradição. Está presente no dia a dia de todos que se consideram gaúchos. Nossa economia também está voltada à tradição. Essa cultura vai além das entidades tradicionalistas. A cultura nos move, e contribui para a nossa formação como cidadãos. 

Agora no Vale – Como foi esse período como Prenda, o que significa para ti esta posição, e de que forma toda essa experiência contribuiu para tua formação pessoal?
Jéssica – Participei pela primeira vez em 2009. E dez anos depois, agora encerro meu ciclo neste mundo de cirandas. Representei o CTG Tropilha Farrapa por seis vezes, e três vezes a 24ª região tradicionalista, que compõe o Vale do Taquari (3ª Prenda Mirim em 2010; 1ª Prenda Juvenil em 2015 e 1ª Prenda em 2017). Para mim foi uma experiência única me sagrar a Primeira Prenda do Rio Grande do Sul em 2018 foi um sonho realizado e a concretização de um trabalho de muitas pessoas que me ajudaram para conquistar este título inédito para a nossa região. Ser prenda exige responsabilidade, amadurecimento, e principalmente doação.

É um trabalho totalmente voluntário. Precisamos amar o que a gente faz, porque são finais de semana intensos. Foram poucos que tive livre neste ano para me dedicar à vida pessoal, então abdiquei de muitas coisas para ser a Prenda. Não basta conquistar um título e não fazer jus. A gente conquista pelo nosso merecimento, pela nossa dedicação, pelo nosso estudo. Temos que mostra por que somos merecedoras e visitar as entidades, fazer um trabalho dinâmico e próximo das prendas e peões dos CTGs de todo o nosso estado.
Essa experiência me trouxe muito amadurecimento. Sou uma menina mulher que está crescendo na vida que está amadurecendo a cada dia, mas em um ano tive que d uma gestão estadual, representar a figura da mulher gaúcha, a juventude tradicionalista. 

Agora no Vale – A Ciranda vem pela primeira vez para cá por causa do teu título. O que representa para Lajeado o evento por aqui, e como tu define a Ciranda e a importância dela para o tradicionalismo gaúcho?

Jéssica – É um orgulho imenso trazer esse concurso. E esse evento, que é um dos principais do MTG, estar na minha cidade e um motivo de me orgulhar muito, e de agradecer a todos as pessoas que estiveram ao meu lado, pois essa Ciranda não é só minha, é nossa. Para Lajeado, acredito que representa muito, pois é um evento visionário. Vamos receber 4 mil pessoas, então isso vai mobilizar comércio e rede hoteleira. Espero muito que os lajeadenses saibam acolher esses inúmeros tradicionalistas que estarão em Lajeado, assim como sempre fui bem recebida, com hospitalidade, pelas diversas cidades que percorri durante este ano. E aí está a união do tradicionalismo, nossos valores de amizade e de família.

Estamos, enquanto tradicionalista, buscando um diálogo maior com a nossa sociedade. Sabemos que existe uma certa visão de que nós somos conservadores. Claro que buscamos preservar esses valores, mas do ser humano. Valores de convivência social e cultura. Neste ano trabalhamos liberdade, igualdade e humanidade. A juventude tradicionalista como agente transformador da sociedade. Nossa primeira ação aconteceu em junho do ano passado, no Asilo Padre Cacique. Nós, como entendedores da importância de contribuir com a sociedade, arrecadamos e doamos ao asilo mantimentos e nos envolvemos durante um dia para passar o carinho que eles já forneceram à nossa sociedade. E assim aconteceram diversas ações. Para encerrar esse projeto, iniciamos o projeto Fios de Esperança, que propõe convidar as mulheres a doar cabelos no próximo dia 17, às 18h30min, no Teatro da Univates. A doação vai para Liga Feminina de Combate ao Câncer de Lajeado. Estamos bem mobilizadas. É uma ação que transmite muito amor: doação de carinho, de empatia. Nos sentimos lisonjeadas de encerrarmos nosso projeto com uma ação humanitária.  

Programação: 

16/05 – Local: CTG Tropilha Farrapa
Atividades: despedida das prendas gestão 2018/19 e dia 17/05 além da mostra folclórica elas farão a prova escrita

17/05 – Local: Ginásio do Complexo Esportivo (das 8h às 23h)
             Atividade: Mostra Folclórica 

18/05 – Local 1: Teatro Univates (das 8h às 21h)
             Atividade: Apresentação Artística da categoria adulta

            Local 2: Espaço Cultura e Eventos (das 8h às 21h)
            Atividade: Apresentação Artística da categoria juvenil 

            Local 3: Ginásio do Complexo Esportivo (das 8h às 21h)
            Atividade: Apresentação Artística da categoria mirim

por Leonardo Heisler
redacao@agoranovale.com.br