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Bombeiros Voluntários encerram atendimento no fim deste mês


Por Redação / Agora no Vale Publicado 05/04/2019
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O Corpo de Bombeiros Voluntários de Imigrante e Colinas (Imicol) enfrenta problemas financeiros graves há anos e soma uma dívida de R$ 54 mil

O grupo tentou, se esforçou, fez voluntariado, rifas e pediu ajuda por dois anos, mas nada, até o momento, foi suficiente para tirar o Corpo de Bombeiros Voluntários de Imigrante e Colinas (Imicol) do negativo. Com isso, gerou um acumulo de R$ 54 mil em dívidas, que aumenta a cada mês. Devido a isso, o comandante do grupo, Marcelo Ceppo, anunciou nesta sexta-feira que os atendimentos da unidade serão encerrados definitivamente no dia 30 de abril de 2019.

A associação foi criada em 2011, encerrou as atividades pouco depois devido às dificuldades financeiras e falta de incentivo público e privado. Mas depois que a comunidade reivindicou a volta dos bombeiros, a associação foi reativada em julho de 2016. Desde lá houveram avanços como o convênio com o poder público. Porém, também aumento de demandas.

O orçamento fixo mensal da corporação é de no máximo R$ 5 mil. Destes, R$ 4 mil são rateados entre as prefeituras de Colinas e Imigrante e o restante do valor é destinado por um convênio com as associações de abastecimento de água das comunidades dos municípios, que repassam o valor de R$ 2 por família atendida.

O montante é insuficiente para arcar com todas as despesas que somam gasolina, materiais de uso da equipe, manutenção dos equipamentos e carros, seguro dos veículos e transporte dos voluntários que vem de outras cidades. “Hoje sequer temos voluntários locais. Todos vêm de outras cidades. E por mais que ninguém receba salários, temos despesas.”

Ceppo alega que a unidade enfrenta há anos problemas financeiros graves para manter o funcionamento, mas sempre foram feitas ações e reuniões. “Tem problemas com dinheiro, com dívidas, com pouco efetivo e ainda com despesas. Então, infelizmente, não conseguiremos mais atender a população.” Desanimado, o comandante diz que o voluntariado precisa caminhar junto com a comunidade e em especial com os gestores das cidades. “Todos da equipe lamentam muito, porque realmente gostamos de ajudar.” 

Definição 
A ideia de encerrar as atividades surgiu em uma assembleia recente. O caminhão comprado há três anos para manter as atividades está alienado em dívida judicial e segundo Ceppo os prefeitos de Colinas e Imigrante já adiantaram que não podem auxiliar com mais recursos mensais. Por isso da decisão de fechar.

Ceppo diz que cada prefeitura fez um contrato para repassar os R$ 2 mil ao mês a corporação e nele consta que é preciso ter um plantão 24h no local com atendimento imediato. “Hoje não temos mais como cumprir isso. Gastamos mais de gasolina do que o valor que repassam.”

Como será
O atendimento da Imicol será realizado normalmente até o dia 30 de abril, depois os moradores terão que acionar o Corpo de Bombeiros de Estrela.

Para sanar as dívidas, os voluntários pretendem vender todos os equipamentos de salvamento.

 As prefeituras
O prefeito de Imigrante Celson Kaplan (Lelo) diz que está apreensivo com notícia porque a população utiliza muito o serviço dos voluntários. Salienta que ajudam há dois anos a corporação, por meio do convênio, com repasse de R$ 2 mil mensal, e que no momento estão com o orçamento limitado e não poderão ajudar com mais recursos.

Lelo afirma que já buscou, por meio e projetos, ajuda financeira para compra de equipamentos e veículos com deputados estaduais e federais, mas até o momento ainda não teve retornos. “Ainda não conseguimos, mas não vou parar de tentar, porque os bombeiros voluntários têm dificuldades e nós precisamos deles.”

O prefeito Sandro Herrmann, de Colinas, foi contatado para falar sobre o assunto, mais ainda não se pronunciou.

Redação
redacao@agoranovale.com.br