Ao clicar em "Continuar navegando", você concorda com o uso de Cookies e com a Política de privacidade do site.

Operação “Boi Fantasma” desarticula esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico e que simulava comércio de gado no RS


Por Redação / Agora no Vale Publicado 09/06/2026
Ouvir: 00:00
Ooeracao mprs6

Uma investigação do Ministério Público do Rio Grande do Sul resultou na deflagração da Operação Boi Fantasma, que apura um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico de drogas e que teria movimentado cerca de R$ 100 milhões na Fronteira Oeste do Estado.

A ação, realizada nesta terça-feira (9), contou com apoio da Brigada Militar do Rio Grande do Sul e da Polícia Penal, e faz parte da Operação Convergência Nacional RS 03. O foco é desarticular uma rede criminosa que simulava atividades agropecuárias para ocultar recursos ilícitos.

Segundo a investigação, o grupo utilizava propriedades rurais arrendadas em Alegrete para simular a existência de rebanhos bovinos inexistentes. A estratégia incluía emissão de notas fiscais e Guias de Trânsito Animal (GTAs) sem circulação real de animais, criando uma aparência de atividade econômica legítima.

O esquema teria sido estruturado para lavagem de dinheiro oriundo do tráfico de drogas, com uso de “laranjas”, movimentações bancárias pulverizadas e transações fictícias de compra e venda de gado. Monitoramentos com drones e análises técnicas confirmaram a ausência de rebanho nas áreas investigadas.

De acordo com os investigadores, a organização criminosa seria comandada por um detento apontado como líder da facção, que operava a distância com apoio de familiares e intermediários. Parte dos valores movimentados também teria sido direcionada a plataformas de apostas como forma de ocultação financeira.

A operação cumpriu 35 mandados de busca e apreensão e oito prisões preventivas, além de ações em diferentes municípios do Rio Grande do Sul e também em Santa Catarina. Foram ainda bloqueados mais de R$ 100 milhões em valores ligados ao esquema, além da apreensão de veículos e outros bens.

O Ministério Público afirma que as investigações seguem para identificar outros envolvidos e aprofundar a rastreabilidade do dinheiro obtido de forma ilícita.