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“Mais de 50% dos brasileiros se sentem sozinhos, revela pesquisa global”

Uso do telefone celular seria um dos inimigos


Por Redação Publicado 11/03/2024
 Tempo de leitura estimado: 00:00
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Brasileiros estão se sentindo mais solitários e telefone seria um dos motivos para o afastamento social / foto ilustrativa FreePik

Uma pesquisa global (Perceptions of the Impact of Covid-19,) realizado pela Ipsos com pessoas de 28 países – sendo mil brasileiros –, revelou que mais de 50% dos brasileiros relatam sentir solidão, colocando o país no topo de um ranking de 28 nações onde a solidão é mais prevalente.

Esta tendência reflete um fenômeno mundial, onde a média global de solidão é de 33%. Na contramão do Brasil, os respondentes da Holanda (15%), do Japão (16%) e da Polônia (23%) são os que menos se sentem sós.

Nos Estados Unidos, por exemplo, desde 1970 houve uma diminuição significativa na mobilidade das pessoas, acompanhada por um aumento no tempo gasto em casa. Entre 2003 e 2022, os dados mostram uma redução alarmante nas interações sociais presenciais: os homens diminuíram sua média em cerca de 30%, enquanto para os solteiros o declínio ultrapassou 35%, e para os adolescentes foi de mais de 45%.

Este período é considerado pelos pesquisadores como o momento mais solitário da história dos EUA, com um nível de pessimismo sem precedentes em mais de 30 anos de estudo.

Telefone inimigo

Entre as causas apontadas para essa solidão crescente está o uso excessivo de smartphones, que tem reduzido o tempo dedicado à socialização em todo o mundo. Além disso, o aumento das horas de trabalho tem deixado menos tempo para o lazer com amigos e familiares.

A situação é ainda mais preocupante devido à tendência da solidão de se agravar com o passar dos anos. Idosos que se sentem solitários têm quatro vezes mais chances de desenvolver depressão, destacando a importância de abordar esse problema de saúde pública de maneira urgente.

Apesar da solidão, a solidariedade está em alta


Mesmo com as pessoas se sentindo sozinhas, há uma percepção de que os membros das comunidades locais estão mais solidários uns com os outros nos últimos 6 meses. No Brasil, 36% concordam que a solidariedade aumentou. O índice global é de 32%. Os países que mais notaram crescimento na solidariedade foram China (55%), Índia (55%) e Arábia Saudita (51%). Em contrapartida, no Japão (10%), Rússia (13%) e Turquia (17%) a quantidade de pessoas que acham que o sentimento solidário cresceu no último semestre é relativamente menor.