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Chineses lutam contra a censura na internet que restringe 1,3 bilhão de usuários em um mercado também bilionário  

Governo local utiliza-se cada vez mais de ferramentas para restringir o acesso a sites não autorizados


Por Redação Publicado 30/11/2023
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A censura imposta pelo governo chinês na internet, conhecida como “Grande Muralha do Firewall”, tem se intensificado e ao mesmo tempo causado mais revolta aos resistentes. Com mais de 1,3 bilhão de chineses conectados à internet, sendo que aproximadamente 649 milhões deles devem estar online neste momento (mais do que dobro do número nos EUA), a censura impede o acesso a mais de 4 mil sites, limitando severamente o mercado de mais de US$ 2 trilhões aos aplicativos autorizados pelo governo entre eles WeChat, Baidu, e outros, criando um universo virtual paralelo ao mundo digital global. Pelo sucesso chinês, estudioso ocidentais temem que este processo se alastre para o Ocidente.

Reflexo

A “Grande Muralha do Firewall é considerado um reflexo direto da política de restrição de acesso a uma série de sites ocidentais como Google, Facebook, Instagram e diversos portais de notícias, substituindo-os por versões locais. Essa medida visa manter o controle sobre a narrativa e a informação acessível aos cidadãos chineses.

Essa intensificação da censura é uma tentativa de proteger a China da influência ocidental, refletindo-se em detenções e repressão online. Estima-se que mais de 2 milhões de censores monitoram e restringem o conteúdo online, levando a um ambiente digital exclusivo e controlado.

Crescimento

Mesmo o governo chinês separando seus cidadãos da Internet global, as empresas tecnológicas nativas do país estão a prosperar. Os chineses ligam-se à Internet através de empresas nacionais, algumas das quais ostentam capitalizações de mercado superiores às das coirmãs estrangeiras que as inspiraram. A sua experiência digital é importante, tanto que as empresas estrangeiras estão “desesperadas por uma fatia do mercado chinês”

Embora empresas de tecnologia chinesas floresçam nesse ambiente fechado, com IPOs expressivos e valorizações de mercado, esse cenário impõe um dilema às empresas estrangeiras. Elas desejam acessar um mercado lucrativo, mas se deparam com barreiras que podem comprometer a liberdade de expressão e privacidade.

O Facebook e outras empresas persistem em entrar na China, mas enfrentam desafios consideráveis devido ao controle estatal e à censura rigorosa. Por outro lado também, a China, apesar dos avanços tecnológicos, ainda enfrenta questões cruciais sobre se o controle restrito do governo prejudicará a inovação e a ascensão econômica do país, afetando não apenas os cidadãos chineses, mas também as empresas e o comércio internacional.

Reação

No entanto, a reação da população contra essa restrição digital é notável e crescente. Ferramentas desenvolvidas para “pular” essa muralha virtual ganharam apoio popular, permitindo o acesso à internet sem censura. Contudo, nos últimos tempos, muitas dessas ferramentas também sofreram golpes e estão desaparecendo abruptamente, deixando milhões de chineses sem acesso aos sites aos quais estavam habituados e trazem ouras versões do que é noticiado e culturalmente cultuado mundo a fora

A preocupação se estende para os desenvolvedores dessas ferramentas, muitos dos quais estão desaparecendo ou se tornando inacessíveis. Essa situação reflete não apenas a complexidade da tecnologia, mas também a repressão estatal, com desenvolvedores sendo alvo por driblarem os mecanismos governamentais.

A adoção de VPNs e proxies sempre foi uma estratégia adotada pelos chineses para superar a censura, mas agora mais de 200 milhões de usuários perderam completamente o acesso. Além disso, a repressão estatal se manifesta na prisão de desenvolvedores que desafiam o status tecnológico. E outros países já não descartam tomar medidas semelhantes, mesmo que em um grau menor.

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