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Conheça o lutador de Teutônia que já encarou os melhores do mundo


Por Fábio Kuhn Publicado 20/10/2021
Conhecido no mundo da luta como Mão de Pedra, Dirlei Broenstrup conquistou títulos continentais e dividiu o octógono com lutadores que hoje estão nas principais organizações de artes marciais do mundo

Quando Dirlei Broenstrup entrou na Academia Combate nem ele imaginava que um dia seria lutador profissional. O objetivo do jovem de 19 anos e 112 quilos era apenas perder peso, mas passado quase duas décadas, o lutador conhecido como “Mão de Pedra” se consolida como uma das principais referências das artes marciais no Vale do Taquari.

A primeira luta profissional foi em abril de 2009. Avassalador, o atleta de Teutônia derrotou o adversário Sebastian Ferreira em 1 minuto e 45 segundos. Esta foi a primeira de uma série de cinco vitórias que originou o apelido.

No decorrer da carreira, Dirlei Mão de Pedra lutou em todo os continentes com profissionais que atualmente estão no UFC (maior liga de artes marciais mistas do mundo). Também conquistou títulos importantes como o cinturão do Jungle Fight – principal competição latino-americana de MMA.

Mesmo aos 39 anos, o lutador segue os treinos e se prepara para uma luta nacional em dezembro pelo RFA Fight (Goiás) e para o Campeonato Mundial de Muay Thai, na Tailândia, programado para 2022.

Atleta de Teutônia se tornou referência em artes marciais na região

Entrevista

Agora no Vale – Por que o apelido “Mão de Pedra”?

Dirlei Mão de Pedra – Quando comecei nas lutas profissionais, os adversários tinham medo do meu jiu jitsu, pois treinei com muito chão com o Rovel Rosendo (in memoriam). Só que eu surpreendia com a parte de cima, tanto que as minhas primeiras seis lutas foram com vitórias por locaute. Aí o último adversário de Rio Grande deu o apelido. Como meu nome é estranho e o sobrenome mais ainda, o Mão de Pedra acabou pegando.

Agora no Vale – Qual foi o combate mais importante?

Dirlei Mão de Pedra – Um evento na Rússia (2017) contra Maxim Grishin, que hoje está no UFC. Eu ingressei no mundo da luta acompanhando lutas. Assistia o Pride MMA, que é o antigo UFC. Então via esse pessoal, o Fedor Emelianenko, o Lyoto Machida. Então pensei que um dia queria chegar até onde eles chegaram. Nesse evento da Rússia, a última luta era do Aleksander Emelianenko, irmão do Fedor. O presidente da Rússia estava na arquibancada. Eu vim lá de Westfália e estava num evento desse porte, com os melhores do mundo e com o (Vladimir) Putin assistindo. Foi uma realização pessoal para mim.

Mão de Pedra e o reconhecido lutador Aleksander Emelianenko em evento na Rússia

Agora no Vale – Um ídolo no mundo da luta?

Dirlei Mão de Pedra –  Gabriel Gonzaga, o Napão. Tive a oportunidade de conviver com ele, me recepcionou nos Estados Unidos. Eu morei dentro da academia dele quando estive lá. É um ser humano incrível e humilde que me deu várias dicas. Além de ser um dos cascas grossas da organização do UFC.

Agora no Vale – Você tem expectativa de chegar ao UFC ou Bellator?

Dirlei Mão de Pedra – Ando mais com os pés no chão devido minha idade. Sei que o UFC procura gurizada mais nova para fazer a carreira dentro da organização. Como estou com 39 anos, seria muito difícil entrar lá. O Bellator, que é a segunda maior organização de artes mistas do mundo, tem uma galera de 46 anos lutando. Quando vê, é possível almejar isso.

Mão de Pedra participou das filmagens do longa metragem “Mais forte que o mundo”