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Dengue: Os perigos da automedicação, prática perigosa que pode agravar o quadro clínico de pacientes


Por Redação / Agora no Vale Publicado 07/02/2024
 Tempo de leitura estimado: 00:00
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Em meio ao aumento de casos de dengue, uma preocupação constante entre profissionais de saúde é a automedicação, prática perigosa que pode agravar o quadro clínico de pacientes infectados pelo vírus transmitido pelo Aedes aegypti. Compreender os riscos associados à automedicação e seguir as orientações médicas é fundamental para um tratamento seguro e eficaz da dengue.

Os Perigos da Automedicação na Dengue

A automedicação é um hábito arriscado, especialmente em casos suspeitos de dengue. O uso indevido de medicamentos, como anti-inflamatórios não esteroides — incluindo ibuprofeno, nimesulida, voltaren e aspirina — pode levar a sérias complicações, como o aumento do risco de sangramento. Estes medicamentos são estritamente contraindicados devido ao potencial de agravar a condição de pacientes com dengue, enfatizando a importância de evitar a automedicação e buscar orientação médica profissional.

Orientação Médica e Tratamento Adequado

Ao primeiro sinal de dengue, a prioridade deve ser procurar atendimento médico. Os profissionais de saúde são capacitados para indicar o tratamento sintomático correto, focando na redução da febre e alívio das dores através de medicamentos seguros, como paracetamol e dipirona. Essa abordagem não apenas alivia os sintomas de forma eficaz, mas também minimiza o risco de complicações.

A Importância Vital da Hidratação

A hidratação adequada é um pilar no tratamento da dengue, ajudando a prevenir a desidratação e a queda de pressão arterial, complicações comuns da doença. Adultos devem aumentar a ingestão de líquidos, mirando em até cinco litros por dia, enquanto crianças necessitam de uma quantidade proporcional ao seu peso. A inclusão de água, chás, sucos naturais, soro e água de coco na dieta diária é recomendada para manter o corpo adequadamente hidratado.

Medidas Preventivas Além da Medicação

Além do tratamento médico, pacientes com dengue devem tomar medidas para evitar serem picados novamente pelo mosquito transmissor. O uso de repelentes e o vestir de roupas de manga longa são estratégias eficazes durante o período virêmico, que dura cerca de sete dias a partir do início dos sintomas. Essas ações são essenciais para prevenir a propagação da doença.

SINAIS E SINTOMAS

A dengue é uma doença febril aguda, sistêmica, dinâmica, debilitante e autolimitada. A maioria dos doentes se recupera, porém, parte deles podem progredir para formas graves, inclusive virem a óbito. A quase totalidade dos óbitos por dengue é evitável e depende, na maioria das vezes, da qualidade da assistência prestada e organização da rede de serviços de saúde.

Todo indivíduo que apresentar febre (39°C a 40°C) de início repentino e apresentar pelo menos duas das seguintes manifestações – dor de cabeça, prostração, dores musculares e/ou articulares e dor atrás dos olhos – deve procurar imediatamente um serviço de saúde, a fim de obter tratamento oportuno. No entanto, após o período febril deve-se ficar atento. Com o declínio da febre (entre 3° e o 7° dia do início da doença), sinais de alarme podem estar presentes e marcar o início da piora no indivíduo. Esses sinais indicam o extravasamento de plasma dos vasos sanguíneos e/ou hemorragias, sendo assim caracterizados:

  • dor abdominal (dor na barriga) intensa e contínua; 
  • vômitos persistentes;
  • acúmulo de líquidos em cavidades corporais (ascite, derrame pleural, derrame pericárdico);
  • hipotensão postural e/ou lipotímia;
  • letargia e/ou irritabilidade;
  • aumento do tamanho do fígado (hepatomegalia) > 2cm;
  • sangramento de mucosa; e
  • aumento progressivo do hematócrito.

Passada a fase crítica da dengue, o paciente entra na fase de recuperação. No entanto, a doença pode progredir para formas graves que estão associadas ao extravasamento grave de plasma, hemorragias severas ou comprometimento de grave de órgãos, que podem evoluir para o óbito do indivíduo. 

Todas as faixas etárias são igualmente suscetíveis à doença, porém indivíduos com condições preexistentes com as mulheres grávidas, lactentes, crianças (até 2 anos) e pessoas > 65 anos têm maiores riscos de desenvolver complicações pela doença.

TRATAMENTO

O tratamento é baseado principalmente na reposição de líquidos adequada. Por isso, conforme orientação médica, em casa deve-se realizar:

  • Repouso;
  • Ingestão de líquidos;
  • Não se automedicar e procurar imediatamente o serviço de urgência em caso de sangramentos ou surgimento de pelo menos um sinal de alarme.
  • Retorno para reavaliação clínica conforme orientação médica.


FONTE: Ministério da Saúde