A mineradora Vale deve pagar R$ 250 milhões em multas ambientais pelo rompimento da barragem da empresa em Brumadinho, segundo acordo com a Justiça. O valor se refere a sanções aplicadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e pelo estado de Minas Gerais.

Do total, R$ 150 milhões, que já estavam depositados judicialmente, serão destinados especificamente a sete parques nacionais do: Parque Nacional da Serra da Canastra, Parque Nacional da Serra do Caparaó, Parque Nacional da Serra do Cipó, Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, Parque Nacional das Sempre-Vivas, Parque Nacional da Serra do Gandarela e o Parque Nacional Grande Sertão Veredas.

Os outros R$ 100 milhões serão utilizados na execução de projetos de saneamento básico, resíduos sólidos e áreas urbanas no estado. O rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, em janeiro de 2019, matou quase 300 pessoas e, até hoje, algumas vítimas ainda estão desaparecidas no meio da lama de rejeitos de minério.

A lama cobriu quase 300 hectares de Mata Atlântica e matou cerca de 4 mil animais. Produtores rurais perderam plantações e ainda não retomaram as atividades. O rio Paraopeba, que abastecia parte da região metropolitana de Belo Horizonte, foi atingido pelos rejeitos da barragem e teve a captação para consumo humano suspensa.

Indenizações para famílias

A mineradora também foi condenada a indenizar as famílias, e o valor muda de acordo com cada caso. Cônjuge, filhos e pais vão receber R$ 700 mil individualmente. Para familiares dependentes, haverá pagamento de pensão mensal vitalícia até 75 anos.

Há casos em que várias pessoas da mesma família acabaram morrendo, e por isso a indenização é negociada separadamente, com o agravante.

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