Medida permite que prefeitos mantenham restrições da bandeira vermelha. Aulas presenciais só podem voltar para educação infantil até o 2º ano do ensino fundamental

O governador Eduardo Leite aceitou o pedido dos municípios em bandeira preta para a manutenção do sistema de gestão compartilhada, o que permite aos prefeitos manter como estão parte das restrições no RS. Mas aulas presenciais só voltam para a educação infantil até segundo ano do Ensino Fundamental. Isso porque, apesar da cogestão, as bandeiras permanecem iguais. O anúncio foi realizado em live na tarde desta segunda-feira, 22 (em andamento).

A reivindicação dos prefeitos gaúchos, entre eles do Vale do Taquari, foi feita em reunião durante a manhã. Já a decisão do governo ocorreu ao longo da tarde, após reunião do Gabinete da Crise (formado por várias entidades e das esferas do governo).

Com a cogestão, as prefeituras de cada região podem chegar a um acordo e adotar protocolos semelhantes aos da classificação imediatamente anterior — os locais com bandeira preta, por exemplo, podem escolher medidas semelhantes às da bandeira vermelha. E por isso, as aulas podem ser mantidas nessas turmas e o comércio permanecerá aberto. A medida vale, em princípio, até março.

No entanto, como a lotação dos hospitais chega a 90%, o governado ampliou o horário de restrição das atividades à noite, das 20h às 5h, inclusive reuniões em locais públicos. Isso já vale a partir desta terça-feira, 23. “Ser governador não significa impor unilateralmente, mas também liderar este processo chamando tantos outros agentes em nível local”, frisou o governador. “É fundamental neste processo o engajamento”. O governador também deixou claro que as forças policiais do RS estão à disposição dos municípios para fazerem valer as regras, e pediu rigor na fiscalização.