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Emergência fitossanitária declarada no Brasil contra a Mosca-da-Carambola


Por Redação / Agora no Vale Publicado 13/11/2023
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Mapa adota medidas preventivas em quatro estados Brasileiros para combater a praga

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) declarou nesta segunda-feira, por meio da Portaria nº 627, estado de emergência fitossanitária nos estados do Amapá, Amazonas, Pará e Roraima devido à praga Bactrocera carambolae, conhecida como mosca-da-carambola. A medida, válida por um ano, visa combater o risco iminente de dispersão da praga e os possíveis prejuízos ao setor agrícola.

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, anunciará em breve as diretrizes e ações específicas para enfrentar essa situação. Entretanto, algumas iniciativas já estão em curso pela Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa, incluindo a delimitação da área de quarentena no Pará e a revisão dos procedimentos de controle estabelecidos pela Instrução Normativa nº 28/2017.

O Brasil, sendo o terceiro maior produtor de frutas do mundo, encontra-se em alerta, pois a mosca-da-carambola ameaça os mercados de exportação de fruticultura, que estão em constante expansão. Atualmente, a praga está confinada aos estados do Amapá, Pará e Roraima.

Para erradicar a praga, o Mapa coordena um programa nacional de combate e monitoramento. O aumento do fluxo migratório e do comércio interno de frutas, além das condições climáticas favoráveis, têm contribuído para a propagação da mosca-da-carambola nos estados do Pará e Roraima. Em abril, Roraima já havia sido declarado como área de quarentena pela Portaria nº 780, proibindo o trânsito de frutos hospedeiros da praga para outros estados.

A praga afeta não apenas a carambola, mas também outras frutas como goiaba, acerola, tangerina, caju e pitanga. Recentemente, novos focos da praga foram detectados nos municípios de Oriximiná e Terra Santa, no Pará, elevando o risco de dispersão para outras regiões do país, especialmente para os principais polos frutícolas.

Incluído na emergência fitossanitária, o Amazonas, ainda livre da praga, enfrenta riscos devido à proximidade com focos no Pará e ao intenso fluxo de pessoas e produtos de Roraima.