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Agricultor aposta no plantio de feijão


Por Reportagem Publicado 28/12/2021

Basílio Paludo cultivou área de 16 hectares por ciclo e colheu mais de 800 sacas

Um dos pratos mais queridos do País é o tradicional arroz e feijão, presente quase diariamente na mesa dos brasileiros. São alimentos típicos da nossa culinária, saborosos e reconhecidos pelo seu importante valor nutricional, pois são ricos em nutrientes.

No entanto, o seu cultivo está em queda e a maioria das áreas é destinada apenas para o consumo próprio. No Vale do Taquari existem poucas áreas comerciais. Uma delas está na propriedade da família Paludo, em Vasco Bandeira, interior de Marques de Souza.

Conforme o produtor Basílio, por ano são realizadas três safras e mais de 2,4 mil sacas colhidas. Em média, cada ciclo ocupa 16 hectares da variedade preta, segundo ele, a mais procurada pelos consumidores.

“Este ano a falta de chuva prejudicou o desenvolvimento e os grãos ficaram menores. Isso resultou em uma queda de até 30 sacas por hectare. O normal era colher até 80. Mas a qualidade está boa e por isso tem grande aceitação. Ele é o queridinho, não pode faltar na mesa um bom feijão.”

O quilo é vendido por R$ 5, diretamente aos clientes ou incluído nos programas sociais do governo, como a merenda escolar.

Autoconsumo familiar

Segundo os técnicos da Emater Alano Tonin e Lauro Bernardi, a região cultiva tradicionalmente feijão preto e de cor para autoconsumo familiar em pequenas áreas por propriedades, cerca de 1 a 5 Kg de semente plantada.

Citam ser raras as lavouras com cunho comercial, dado que grande abastecimento dos consumidores urbanos vem de lavouras mecanizadas de outras regiões e Estados brasileiros.

Essas pequenas áreas são implantadas com maior intensidade na safra e algumas áreas na safrinha.

Segundo eles, áreas da 1ª safra do plantio do cedo já foram colhidas com produtividade e qualidade satisfatória embora menor que a esperada, pois faltou um pouco de água no enchimento dos grãos. “Na média tivemos uma redução na produtividade de 10% nas áreas já colhidas.”

Já a área de cultivo da 1ª safra implantadas mais tarde um pouco, sofreram com a estiagem, comprometendo a produtividade pela falta de água no período de floração,  formação de vagens e enchimento de grãos. A precipitação média histórica para o mês de novembro é de 168 mm, e neste ano foi de 34 mm. 

Como o feijão é a planta de lavoura que apresenta um dos ciclos mais curto (mais ou menos 75 dias entre o plantio e a colheita), a produtividade alcançada é muito variável em função da lavoura ter recebido uma ‘pancada’ a mais ou a menos de chuva, dependendo de sua localização. 

Retomada

Já o preço varia entre R$ 4 e R$ 5 o quilo, o equivalente a R$ 250 a 300,00 a saca de 60 quilos. A expectativa é de retomada de plantios na safrinha que tradicionalmente ocorre entre 15 de janeiro a 15 de fevereiro, a depender da normalização das condições climáticas, onde pela racionalidade das propriedades familiares, muitas vezes se busca uma compensação.

A área total de feijão (1ª Safra) na região fechou em 616 ha, e a produtividade média em 1.318 Kg/ha.

Foto Giovane Weber/FW Comunicação