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Projeto de Trem entre Porto Alegre e Gramado atrai interesse de empresas


Por Redação / Agora no Vale Publicado 05/04/2024
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Foto : Prefeitura de Gramado

Um ambicioso projeto de trem, que visa conectar Porto Alegre a Gramado, está ganhando força graças ao interesse de três empresas no potencial turístico da serra gaúcha. A proposta, apresentada ao governador Eduardo Leite e ao secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Ernani Polo, em 25 de março, promete uma viagem de aproximadamente uma hora ao longo de 84 quilômetros, evitando os congestionamentos das rodovias da região.

Desenvolvido pela RG2E Engenharia Consultiva, STE Engenharia e BF Capital, sob a empresa de propósito específico SulTrens, o projeto visa capturar ao menos 10% dos turistas que se dirigem às cidades de Gramado e Canela. O trem de superfície alcançaria velocidades de até 130 km/h, oferecendo uma alternativa rápida e eficiente para os visitantes da região.

A aprovação do Estado é crucial para o avanço do projeto. Se concedida, o governo terá três anos para entregar a licença de instalação, permitindo o início das obras, com a expectativa de operação no sétimo ano após a assinatura do contrato.

O secretário Ernani Polo expressou otimismo quanto à proposta: “Nos pareceu um projeto muito bem estruturado, muito bem embasado, para uma região com um turismo muito consolidado. Nos parece um projeto bem interessante.”

Ainda não foi definido o valor da passagem, mas a intenção é que seja compatível com o custo atual para os turistas que viajam a Gramado. O trajeto mais curto foi escolhido, passando por áreas rurais de diversas cidades até chegar ao destino. Inicialmente, não estão previstas paradas intermediárias, mas estudos complementares poderão ajustar essa decisão.

A operação do trem está planejada para ter viagens a cada hora entre 7h e 9h, e a cada 30 minutos das 10h às 22h. Há também a possibilidade de utilizar a linha para transporte de carga durante a noite e madrugada.

O principal desafio técnico do projeto é vencer os 800 metros de desnível da serra, com a inclinação prevista em um trecho de 12 quilômetros. O diretor da RG2E, Renato Ely, ressalta que tecnologias ferroviárias do século passado já enfrentaram a subida da serra, indicando que o desafio é superável.

Caso aprovado, o projeto poderá ter uma concessão de até 99 anos, conforme lei federal de 2021 que estimula o desenvolvimento de linhas de transporte ferroviário por empresas, com autorização dos governos.