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Saiba a gravidade da dengue nas crianças


Por Redação / Agora no Vale Publicado 29/02/2024
 Tempo de leitura estimado: 00:00
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A dengue é uma doença causada por um vírus, transmitido ao ser humano através da picada de mosquito. Existem quatro tipos diferentes de vírus da dengue (DEN1, DEN2, DEN3 e DEN4). Por conta disso, uma mesma pessoa pode ser infectada quatro vezes ao longo da vida. O mosquito transmissor do vírus da dengue é o Aedes aegypti, o mesmo que também pode transmitir chikungunya, zika e febre amarela. Os sintomas costumam aparecer de 3 a 14 dias após a picada pelo aedes.

Dengue é uma doença febril, como muitas outras que acometem frequentemente as crianças. Além da febre, que costuma ser elevada e persistir por até sete dias, elas podem apresentar dor de cabeça, principalmente “atrás dos olhos”, dores no corpo, sensação de moleza, diarreia, vômitos e surgimento de manchas avermelhadas na pele (geralmente após o terceiro dia do início da febre). Nos bebês, que ainda não sabem se expressar com palavras, a suspeita de dengue é mais difícil. Nesses casos, chama atenção quadros de febre elevada e persistente, prostração ou irritabilidade intensa, com choro fácil, como se estivesse sentindo dor, e ainda recusa da alimentação, diarreia e vômitos.

É exatamente no final do período febril que podem surgir manifestações mais críticas da doença. Por isso, é importante observar o agravamento dos sintomas iniciais, passando para vômitos persistentes, dor abdominal intensa e contínua, sangramento espontâneo, redução da quantidade de urina, sonolência ou irritação excessivas, extremidades frias.

Agravamento: a doença pode passar despercebida e o quadro grave ser identificado como a primeira manifestação clínica. O agravamento, em geral, é súbito, diferente do que ocorre no adulto, que é gradual e os sinais de alarme são mais facilmente detectados. A gravidade e a letalidade da dengue são maiores em crianças, pois a doença pode causar queda na pressão e hemorragia. O aparecimento de vômitos persistentes, a queda repentina na temperatura do corpo, sangramentos, agitação ou sonolência, choro persistente, pele fria e pálida, diminuição da quantidade de urina, dor intensa na barriga e dificuldade para respirar são sinais de agravamento, que indicam a necessidade de procurar rapidamente assistência médica.

No caso da dengue, o protocolo de tratamento vai depender do estágio da doença em cada pessoa. Pode ser necessário a internação do paciente e hidratação venosa, em casos mais graves, ou apenas orientações para o tratamento em casa, com hidratação oral, repouso e controle dos sintomas, em quadros leves.
Na criança com dengue a febre pode ser controlada com o uso de paracetamol ou da dipirona. O AAS (ácido acetilsalicílico) e os anti-inflamatórios são contraindicados. Não devem ser utilizados, pois aumentam o risco de ocorrência de sangramentos. Além disso, a criança deve ser incentivada a ingerir bastante líquidos. Hidratação é muito importante para a recuperação.

Num segundo episódio de dengue o risco de evoluir para uma forma mais grave da doença é maior. No entanto, isso pode ocorrer já no primeiro episódio. Como são quatro tipos de vírus da dengue (DEN1, DEN2, DEN3 e DEN4), a pessoa pode ter a doença mais de uma vez ao longo da vida.

No Brasil, estão disponíveis três tipos de exames para diagnosticar a dengue: o antígeno NS1, sorologia e RT-PCR.

Evitar a reprodução do mosquito Aedes aegypti, eliminando o acúmulo de água parada, é a melhor forma de combate à doença. E a sociedade é parte fundamental nesta ação, já que cerca de 75% dos focos do mosquito estão dentro das casas das pessoas.
Sendo assim, verifique vasos de planta, pneus, garrafas, calhas e todo local que pode se tornar um criadouro do mosquito e livre-se da água parada. Caixas d’água devem estar sempre tampadas.

Além disso, passe repelente nas crianças, principalmente durante o dia. O uso de telas protetoras nas janelas e mosquiteiros nos berços e camas também ajudam na prevenção da dengue. E receba os agentes de endemias em sua casa.

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) recomenda a vacina, QDENGA, preferencialmente para imunizar crianças e adolescentes. Aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o imunizante é aplicado em duas doses, com intervalo de três meses, e destinado a indivíduos de 4 a 60 anos de idade.

O Brasil é o primeiro país do mundo a oferecer essa vacina contra a dengue no sistema público de saúde.
De acordo com a fabricante da vacina, ela é autorizada para pessoas de 4 a 59 anos completos. Mas devido à capacidade limitada de produção do fabricante, o Ministério da Saúde e representantes de estados e municípios definiram que, inicialmente, crianças e adolescentes de 10 a 14 anos são prioridade para vacinação no Brasil. A faixa etária concentra o maior número de hospitalização pela doença. As primeiras doses foram liberadas em 08/02/2024 e estão sendo aplicadas em crianças de 10 e 11 anos. À medida que mais doses forem chegando, a vacinação será estendida para 13 e 14 anos.

Conteúdo escrito pela pediatra Caroline Krein de Lajeado