Desde que o Programa Nacional de Vacinação (PNI) foi criado no Brasil, em 1975, a vacinação é obrigatória no Brasil. O estatuto da criança e do adolescente também afirma que é direito da criança ser vacinada, sendo dever dos seus responsáveis cumprir esta determinação.

A imunização pode parecer um ato pessoal, individual. Mas é muito mais do que isso. A vacinação é um compromisso social. Um indivíduo vacinado protege a si e a outras pessoas também, por isso quanto maior o número de pessoas vacinadas, menor é a circulação das doenças, protegendo inclusive quem não está vacinado porque não pode. É justamente por conta desta importância de proteção coletiva que a imunização é considerada uma estratégia de saúde pública.

O controle das doenças depende de altas taxas de cobertura vacinal, ou seja, uma parte grande de uma população, deve estar vacinada para que uma determinada doença seja reduzida significativamente. Assim, como o objetivo é a saúde pública, a decisão não é individual. É um dever do cidadão vacinar-se e garantir que seus familiares sejam vacinados.

Foi através da vacinação em altas taxas de cobertura, que a varíola foi erradicada do mundo. Hoje não vemos mais os casos de paralisia infantil, porque as campanhas de vacinação tiveram grande sucesso na imunização de uma geração inteira de crianças, estando a doença quase erradicada no mundo. O tétano neonatal era uma realidade triste no Brasil até poucos anos atrás, hoje nem se houve mais falar, pois exige-se que as gestantes cumpram o calendário vacinal adequado para a situação.

Da mesma maneira, quase controlamos o sarampo. Esta doença grave e altamente contagiosa – que muitos de nós nunca viu – foi alvo de campanhas maciças de vacinação nas últimas décadas, fazendo com que o Brasil fosse declarado zona livre de sarampo em 2016. No entanto, devido à diminuição nas taxas de vacinação, aqui e na maioria dos países, em 2018 alguns casos importados provocaram surtos e espalharam a doença pelo país novamente. O mesmo aconteceu em vários países, e hoje o sarampo não está mais controlado e volta a ser uma ameaça à saúde de pessoas que não estão vacinadas – porque não tem idade ainda ou porque tem alguma condição que contraindica a aplicação desta vacina. Ou seja, aquele bebezinho fofo da sua amiga, que tem 4 meses, pode contrair sarampo e ficar gravemente doente, porque algumas pessoas próximas não vacinaram os filhos e estes transmitiram a doença ao bebê.

Todos somos responsáveis pela saúde do outro quando falamos de doenças infecto-contagiosas. Assim, crianças, adolescentes, adultos e idosos devem procurar a imunização conforme os calendários vigentes no Brasil. Vacinar é um ato de civilidade.

Até a próxima semana,

Luciana Weidlich, Farmacêutica e Doutora em Bioquímica 

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